Em um dia de algumas viradas aplicadas por tenistas russos em Wimbledon, Andrey Rublev, 14º da ATP, foi o primeiro a consolidar sua virada e bateu o qualifier sul-africano Lloyd Harris, 320º, com placar de 6/7 (1-7) 6/4 7/6 (7-5) 6/3. Crédito: AELTC
Após a vitória, Rublev conversou com os jornalistas em Londres e comentou a partida recordando o duelo entre eles em Roland Garros este ano que também foi definido em quato sets: “(A derrota no primeiro set) foi um incômodo, mas voltei a fazer o que estava fazendo. Aí consegui me adaptar e jogar muito bem até o final do terceiro set. Durante um set e meio, fiquei bastante concentrado e me comportei bem. Sim, ele venceu o set, mas foi outra história. Aqui, o nível dele não se compara ao de Paris. Em Paris, não sei se ele estava lesionado, se era saibro ou algo assim, mas venci todos os sets. Aqui, ele estava jogando muito bem, sacava incrivelmente. Batia a bola. Então, foi outra história”, destacou.
“A sensação era de que, mesmo se eu jogasse bem e me comportasse bem, seria difícil, porque se ele fosse para o tiebreak, ele jogaria dois ou três pontos bons e a partida poderia mudar. Então, fomos para o tiebreak e tive sorte de vencer o terceiro set, o que me deu muita confiança”, disse ele destacando que a vitória no terceiro set foi o momento mais importante do duelo.
Rublev, como diversos tenistas, foi questionado sobre a afirmação do alemão Alexander Zverev de que está ‘se sentindo vazio' após mais uma derrota em fases iniciais de torneio: “Para ser honesto, não tem nada a ver com tênis. É tudo a mesma coisa. É que você pode encontrar desculpas como estar exausto ou mentalmente cansado de jogar sem parar, sem parar, mas isso não tem nada a ver com tênis. No final das contas, o tênis é apenas o gatilho”.
“É algo dentro de você que você tem que enfrentar. Acontece com todo mundo, porque Sascha ama tênis, e Casper (Ruud), e muitos jogadores amam tênis. Aqueles que não gostam de tênis são mais tranquilos. Eles não se importam realmente porque talvez tenham prioridades diferentes, mas aqueles que amam tênis, o tênis te mata”, dispara o russo.
“Diga ao Sascha ou a alguém para fazer uma pausa, mas será difícil para ele fazer uma pausa porque ele adoraria brincar. Não é fácil para Casper também – Talvez agora (seja) porque é na grama, mas certamente não é fácil para ele dar uma pausa. Tenho certeza de que ele está treinando. Não basta dizer: ‘Vou fazer uma pausa e deitar na praia'. Tenho certeza de que ele está se preparando. Então, sim, como eu disse, não tem nada a ver com tênis”, completou.
Rublev, que recordou o norueguês Casper Ruud que também tem enfrentado questões de ordem psicológica e decidiu dar uma pausa para se cuidar, também teve sequências longas de derrotas e inúmeros episódios de descontrole emocional em quadra, incluindo uma desclassificação por ofensa e ameaça a um árbitro de cadeira em Dubai em 2024.
Em busca de vaga nas oitavas de final em Wimbledon, o russo encara o francês Andrian Mannarino, 123º, que superou o compatriota Valentin Royer, 113º, com placar de 6/4 6/4 5/7 7/6 (7-1).
Mannarino e Rublev jpa se enfrentaram quatro vezes e o russo levou a melhor em três oportunidades









