A polonesa ex-top 2, Agnieszka Radwanska, foi entrevistada pelo canal polonês Canal+ e foi questionada sobre o momento da número 1 do país e 3 do mundo, Iga Swiatek, que levou a virada na estreia de Miami contra a também polonesa Magda Linette 50ª, e tem preocupado os torcedores.
Radwanska foi questionada sobre quais sentimentos estariam com Swiatek nos últimos tempos com base na experiência dela como jogadora. A repórter ainda dá a entender que as questões emocionais de Swiatek parecem ter ‘piorado' nos últimos tempos.
“Vamos começar dizendo que eu também passei por absolutamente todos os momentos da minha carreira, tanto bons quanto ruins. E não foi fácil, realmente não foi fácil. Talvez nem sempre fosse óbvio, mas houve algumas crises, em que foi realmente mais uma batalha consigo mesma do que com a adversária”, iniciou Radwanska.
“Eu entendo isso perfeitamente; eu sei e vejo o que está acontecendo, absolutamente pela minha própria experiência”, destaca ela sem dar muitos detalhes.
“Além disso, quem poderia entender melhor do que a pessoa que estava lá, bem ali na quadra? Então, eu entendo perfeitamente isso e também peço que vocês deem um desconto para ela, que não a odeiem toda vez que ela perde uma partida”, pediu a ex-tenista.
“Porque não é o fim do mundo, odiar não é algo que devemos fazer depois de cada partida perdida, porque isso é esporte e, na realidade, sempre haverá esses momentos ruins. A questão é como vamos nos recuperar deles, então provavelmente há muitas coisas que eu mudaria e aconselharia a Iga a fazer, mas acho que a televisão não é a plataforma para falar sobre isso”, destacou ela, indo na contramão dos compatriotas que são ex-tenistas e têm surgido com diferentes sugestões para a Iga Swiatek, de 24 anos e dona de seis títulos do GRand Slam.
Radwanska aponta que, ao certo, “coisas fora de quadra precisam ser alinhadas” de alguma maneira. Para a ex-top 2, Swiatek vive sim o pior momento de sua carreira e acumula em 2026 12 vitórias e cinco derrotas e não passou das quartas de final em nenhum torneio que disputou além do torneio misto United Cup, onde foi campeã na primeira semana do ano.
“A Iga é uma trabalhadora incansável, e a forma como ela trabalha e treina é extremamente admirável, mas também é preciso levar em conta os fatores que acontecem fora da quadra para que tudo funcione bem, então eu realmente desejo a ela tudo de bom. Espero que ela se recupere rapidamente, e vamos dar a ela um pouco de espaço, um pouco de paz, porque os palpites nunca ajudam em nada, então vamos manter a calma e dar espaço a ela”, alertou.









