Em entrevista à BBC a britânica Emma Raducanu comentou a razão pela qual não tem conseguido sucesso com treinadores, apesar de ter testado 8 nos últimos cinco anos. À Sky Sports ela revelou o que realmente aconteceu entre ela e Francis Roig
“Preciso redescobrir meus instintos e voltar a jogar naturalmente para me reconectar comigo mesmo. Os treinadores que tive insistiram em me dizer como eu deveria jogar, e não funcionou, então agora tenho que reaprender a ser eu mesma porque eles me fizeram abandonar isso. Adoraria ter um treinador que faça um bom trabalho, mas não será fácil encontrar alguém que se encaixe no perfil”, desabafou ela à BBC.
Raducanu revela real razão de separação com Francis Roig
Já à Sky Sports, em declarações destacadas pelo jornal Express, Raducanu contou como foi o encerramento da parceria entre ela e o espanhol Francis Roig, ex-treinador de Rafael Nadal por mais de uma década, que trabalhou com ela por seis meses até o fim do Australian Open e agora dedica-se ao francês Giovanni Mpetshi Perricard.
“Depois da Austrália, eu e Francis estávamos conversando. Temos um ótimo relacionamento, poderíamos ter uma conversa realmente aberta e honesta. Ele acabou dizendo: “Olha, acho que isso não está indo do jeito que nós dois queremos”, então ele encerrou a conversa”, entregou a tenista.
“De certa forma, acho que tivemos alguns momentos em que discordamos em algumas coisas. Tirando isso, ainda mantemos um ótimo relacionamento e o vi aqui, foi ótimo ver um rosto familiar e querido por perto”, contou ela que reencontrou o espanhol nos bastidores de Indian Wells.
Emma Raducanu está com seu ex-treinador Mark Petchey, mas não é uma parceria fixa, explicou ela: “Eu sabia que o Mark estaria em Indian Wells, então pedi para ele vir alguns dias antes para treinar um pouco comigo na quadra e tentar me sentir melhor novamente com o meu jogo”.
Dúvidas e receios para contratar um novo treinador
A jovem britânica que surgiu ao mundo em uma campanha histórica com o título do US Open 2021 tem os próprios fantasmas para encontrar um novo treinador, dado seu histórico conhecido mundialmente: “É um desafio porque acho que isso afeta algumas das decisões que tomo. Não quero começar a trabalhar com ninguém sem saber se o acordo será 100% definitivo, porque sinto que, independentemente de como ou por que termine, a responsabilidade recairá sobre mim, mesmo que eu não tenha terminado com o Francis”, explicou.
“Isso afeta em alguns momentos, mas sei que, no fim das contas, preciso tomar a decisão que me tornará o melhor jogadora. Ter passado muito tempo fazendo algo com o qual não me sinto confortável só me afetou e piorou minha percepção sobre o meu tênis. Depois de ter passado por isso, não quero repetir a experiência, porque sei como me sinto na quadra”, confessou.









