A PTPA, Associação de Jogadores Profissionais de Tênis, colocou a ATP em saia justa ao anunciar ajuda de 50% do valor para que os tenistas possam sair da cidade em meio a ataques.
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O que aconteceu
O Challenger 50 de Fujaira, nos Emirados Árabes, foi cancelado devido aos conflitos entre o Irã contra Estados Unidos e Israel. A cidade é próxima a Dubai, que, vem sendo um dos principais alvos de ataques dos iranianos.
Nesta terça, enquanto jogos ocorriam, jogadores, boleiros e juízes foram evacuados das quadras após uma explosão relacionada à queda de um drone, cujos destroços causaram um incêndio em um porto petrolífero
ATP pediu R$ 31 mil por pessoa em voo particular
Os tenistas receberam um e-mail da ATP com uma alternativa para sair do local, mas a iniciativa causou revolta por exigir um alto custo dos tenistas: 5 mil euros por pessoa – cerca de R$ 31 mil na cotação atual. Para tenistas que estão com seus treinadores, são R$ 62 mil de custo.
“A ATP está potencialmente organizando um voo charter na quinta-feira, 5 de março, partindo de Muscat. A partida será às 15h, com destino a Milão e escala no Egito. O custo é de 5.000 euros por pessoa. Caso alguém esteja interessado, por favor, envie-me uma mensagem o mais rápido possível”, diz o e-mail.
Para se ter uma ideia da dificuldade para os atletas arcarem com este custo, a premiação de primeira rodada do torneio é inferior a 600 euros, quase dez vezes menos que o pedido pela ATP para o voo.
PTPA oferece arcar com 50% do custo e propõe que ATP faça o mesmo
Em comunicado nas últimas horas, a PTPA colocou a ATP numa situação delicada, já que se a ATP não igualar o reembolso de 2.500 euros por jogador para passagens aéreas ficará com a imagem ainda pior depois da delicada proposta ao atletas.
Na nota divulgada, a PTPA critica a proposta da ATP e explica a dificuldade dos jogadores em arcar com este custo, já que é um torneio de nível intermediário, longe das grandes premiações dos torneios de ponta.
A entidade também defende que o bem-estar dos jogadores deve ser prioridade, e se propõe a pagar 50% do custo (2.500 euros), pedindo para que a ATP faça o mesmo e, portanto, os jogadores possam sair da cidade o mais breve possível.









