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Para Zeballos, Del Potro está fora da Davis por egoísmo

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Por Ariane Ferreira – O argentino Horacio Zeballos, 8º da ATP, comentou sua convocação para a equipe da Copa Davis e relatou que Juan Martin Del Potro está fora da competição por egoísmo, o mesmo problema que vem deixando a Argentina na fila do evento de nações.

“Me parece bom”, disse ao ser informado que estava entre os convocados pelo capitão Martin Jaite para o duelo contra a Alemanha em Buenos Aires em fevereiro. Zeballos questionou se estaria entre os quatro atletas e ao saber que possívelmente sim não conseguiu esconder o sorriso de satisfação.

Zeballos está entre os dez previamente convocados pelo capitão Martin Jaite e
seu assistente, Mariano Zabaletta, e tem chances reais de ser titular do time, pois Eduardo
Schwank está afastado das quadras por pelo menos dois meses por uma artroscopia
feita nesta quarta-feira em sua mão direita e porque Leonardo Mayer está se
recuperando de uma grave queimadura na mão direita e pode não estar apto a jogar em
fevereiro.

“De minha parte estou muito contente, jogar para meu país é sempre um prazer, uma honra e sempre foi o que sonhei desde criança. Desta forma, já me sinto muito feliz de fazer parte
da equipe”, contou. Para o tenista, natural de Mar del Plata, é sempre uma honra defender as

cores de seu pais, algo que para muitos argentinos é tão significativo quanto o triunfo em um
Grand .

“Sim, jogar na Davis significa muito. Para muitos de nós creio que sim. Jogar para a Argentina é
tudo, porque jogar por meu país, representá-lo é o melhor que já me
ocorreu. te disse, isso é o que sempre sonhei desde muito pequeno, é melhor que vencer uma de um Grand Slam”

Através do perfil oficial da Copa Davis em espanhol no (@CopaDavis) Zeballos é o
mais cotado junto aos torcedores argentinos para jogar duplas ao lado de David Nalbandian.
Surpreso, o marplatense julga interessante a escolha: “A primeira vez que joguei Copa

Davis foi com Nalbandian, contra a Suécia em 2010, e jogamos muito bem, me senti
muito à vontade com ele, que me deu muita confiança. O que foi importante, pois ele
é um ídolo argentino, tentei fazer tudo o que ele me disse e deu certo. Desta forma,
se tiver que jogar ao lado de Nalbandian vou em sentir novamente muito
confortável”, contou.

Horacio disse achar a escolha interessante, pois desta forma Carlos Berlocq poderia
concentrar forças para sua partida de e a necessidade de jogar uma segunda,
dependendo das condições de Nalbandian.

Zebalos vê Juan Mónaco como o número um do país, apesar de que a torcida tenha
em Nalbandian essa figura: “Hoje em dia creio que Mónaco é o número um porque
está jogando um grande , está em seu melhor , perto dos 10 melhores
do , já esteve lá, e porque David não está tão ativo”, explicou ponderando que
se Nalbandian estiver bem fisicamente poderá jogar tanto duplas no sábado quanto

simples no domingo.

Como 85º do ranking, o argentino está na chave principal do Australian Open, primeiro Grand
Slam do ano, mas como preparação optou por ficar na América do Sul e disputar o Aberto
de São Paulo. O tenista explicou sua escolha: “Porque é um Challenger grande, dá muitos
pontos, que já vim jogar muitas vezes e me sinto em casa. E para ir a gira da Oceania teria que
ir muitos dias antes e ainda jogar quali, pois não entraria diretamente na chave dos torneios
menores. Foi melhor estar aqui perto dos amigos”, revelou.

Zeballos, que foi campeão do challenger de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, no fim de
2012 contou ainda que gosta de jogar os challengers da região: “Jogar na América do Sul é
bom porque tenho muitos amigos, me sinto bem. Claro que seria lindo estar entre 50 ou 60 do
mundo e jogar todo o ATP, mas agora meu ranking diz que é melhor buscar pontos nos
challengers para chegar ao nível ATP. Então, fico muito contente porque o nível aqui (América
do Sul) é alto. As partidas destes challengers são de um grande nível (em ção a outros
challengers) e joga-se contra muito duros, aguerridos”, contou o argentino que já foi
41 do mundo em 2009 e é o principal cabeça de chave em São Paulo.

Quando perguntado se ele achava que Juan Martín Del Potro foi tirado da equipe em
virtude de posições individualistas, como afirma a imprensa argentina e pessoas ligadas
a AAT (Associação Argentina de ), Horácio não fugiu a : “Sim. Eu creio que
sim”.

Del Potro vem sendo acusado de egoísmo. Em 2012
o tenista pediu para não jogar a primeira rodada do torneio. Na ele não teria deixado claro ao capitão suas condições de jogo e abandonou a equipe no meio da
disputa de semifinal contra a República Tcheca. Deste episódio, há quem diga na Associação Argentina de Tênis (AAT) que
aceitou jogar e optou por para punir a equipe, que estaria apoiando o lesionado
Nalbandian. Este ano, Martin Jaite deu prazo para os tenistas enviarem informações
clínicas e físicas e opção de estar apto ao confronto contra a Alemanha. pediu dez dias para estender o mesmo e não respondeu.

Além de tudo isso, Juan Martín tem desavenças pessoais com David Nalbandian e segundo a
imprensa local leva a situação a ferro e fogo.

Zeballos ponderou ainda sobre os problemas históricos da equipe na Copa Davis: “Creio
que o tenista em si é um jogador que é muito individualista, então sempre há um pouco de
ego, mais que em outros , e lamentavelmente acontece com a Tomara que
no dia de amanhã se possa mudar isso para que a equipe seja mais forte e possa conquistar a
Davis”.

Horácio, ainda deu sua opinião sobre o pedido de torcedores por Pella no lugar de Berlocq
para jogar simples: “(Pella) jogou muito bem em São Paulo (Challenger Finals), mas acredito
que Berlocq tem mais experiência e em quadras lentas Berlocq, hoje, é melhor jogador”.

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