Jasmine Paolini, atual campeã de Roma e duas vezes finalista de Grand Slam, comentou ser a favor do boicote aos Grand Slams em um levante que os principais tenistas estão fazendo após o anúncio da premiação abaixo do esperado por parte de Roland Garros.
“É uma questão popular. Acho que estamos fazendo isso para melhorar a situação das jogadoras, principalmente em relação às aposentadorias e à licença-maternidade. Os torneios do Grand Slam não abordam essa questão, enquanto a WTA sim. Essa é a diferença; estamos lutando por isso.”
No entanto, ela expressou satisfação com a organização das jogadoras: “O lado positivo é que estamos todas unidas, todas caminhando na mesma direção. Os torneios do Grand Slam aumentam um pouco a premiação, mas não em termos percentuais do quanto elas ganham a mais. Mas, acima de tudo, eles não contribuem para a solução de outros problemas. Se todas concordarmos, e acho que concordamos, poderíamos considerar boicotá-los.”
A tenista vem em um início de ano irregular com nove vitórias e nove derrotas e com a defesa do top 10 na linha para o torneio em sua casa: “É difícil manter a consistência por um longo período. Não comecei bem o ano; queria ter feito melhor. Estou tentando corrigir as coisas, bater muitas bolas, focar nos treinos e voltar a um nível que me permita ser competitiva.”
Ela destacou a lembrança do ano passado onde foi a primeira italiana campeã do torneio em 40 anos: “Por enquanto, nem estou pensando muito nisso. Voltar foi uma sensação maravilhosa. Muitas lembranças bonitas vieram à mente. Espero trazer muita energia positiva. Mas o que fiz no ano passado ficou no passado; agora é uma nova fase. Estou tentando me concentrar na primeira partida, a mais importante. Espero jogar um bom tênis e treinar bem.”
A tenista estreia contra a algoz de Bia Haddad Maia, a francesa Leolia Jeanjean.








