Depois de ousar em modelito extravagante no Australian Open, a japonesa Naomi Osaka voltou a aparecer com sua roupa para a disputa do WTA 1000 de Indian Wells, na Califórnia, nesta sexta-feira.
A ex-número 1 do mundo se inspirou em chita, nome dado para o Guepardo, o felino mais rápido do mundo, para o duelo contra a jogadora de Andorra, Victoria Kasintseva onde venceu por 7/5 6/2 e vai enfrentar a americana Iva Jovic ou a colombiana Camila Osorio.
A campeã quatro vezes de Grand Slam usou um look de alta-costura do estilista Robert Wun sobre seu uniforme da Nike inspirado em águas-vivas para entrar em quadra em sua primeira partida. Trabalhando em estreita colaboração com seu diretor criativo de longa data, Marty Harper, e o designer de joias nova-iorquino Chris Habana, Osaka entrou em quadra usando brincos de ouro personalizados, moldados em 3D para envolver sua orelha e acomodar seus fones de ouvido, além de joias de ouro com inspiração tribal que se prendem ao seu lábio e nariz. São os toques finais sobre um vestido Nike com estampa de onça, costas em tela preta, jaqueta combinando e tênis com estampa de onça.
Outros acessórios que ela usará em futuras edições e em Miami incluem luvas de malha com detalhes dourados marcantes, uma minissaia com contas de metal em formato de dente que se destacam na barra, e formas que lembram presas e grades esculturais para a boca. As peças têm o objetivo de traduzir e brincar com ideias de força, silêncio e autoafirmação.
Ao conceber os novos designs, Harper idealizou a ideia como um “retorno de Mad Max ao deserto” com nuances tribais. Uma imagem icônica de Jean-Paul Goude também foi fundamental para a inspiração: Naomi Campbell correndo ao lado de uma chita com um vestido de estampa de chita combinando, na Cidade do Cabo, África do Sul, para a edição de setembro de 2009 da Harper's Bazaar.
“Naomi está sempre tentando criar uma essência e uma ideia de onde essas coisas se encaixam dentro e fora das quadras”, disse Harper. “Então, sempre projetamos perguntando: como podemos criar um senso de universo e contar uma história?”
“Quero que mais pessoas como eu estejam nessas quadras. O tênis tem uma longa história e tradição, mas acho que o esporte continua crescendo quando novas vozes, culturas e perspectivas conseguem entrar nele. O estilo é uma das maneiras que encontro para expressar isso. Quando as pessoas me veem entrar na quadra, espero que sintam uma sensação de possibilidade — que haja espaço para individualidade aqui, espaço para histórias diferentes”, disse a jogadora em reportagem ao Hard Court.









