Em entrevista ao CNBC após sua conquista inédita em Wimbledon, Jannik Sinner destacou que o talento não é o preponderante no tênis em relação ao trabalho duro.
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“Eu realmente gosto de pressão. Acho que se você não sente, significa que não se importa com o que está fazendo. Me sinto privilegiado por estar na posição em que estou: há muita pressão e, às vezes, até um alvo nas minhas costas”, disse o tenista que segue para a temporada no piso duro onde defende 3200 pontos com títulos do US Open, Cincinnati e quartas no Canadá.
Volta ao trabalho
“Essa é justamente a motivação para eu continuar trabalhando duro: agora todos os jogadores sabem como eu jogo e como me movimento. É também por isso que tive que melhorar nos treinos, e é aí que preciso da minha equipe. Estar sob pressão é um privilégio.”
“O melhor conselho que já recebi ? Meus treinadores me disseram para continuar sorrindo. Participamos do tênis em tantos torneios por ano; faz parte da jornada e do processo, mas você tem que aproveitar, caso contrário, pode se tornar muito cansativo. É importante se cercar das pessoas certas fora das quadras e não pensar em tênis o tempo todo.”
O recado
Sinner deixou um recado para os demais: “Eu sempre digo que o trabalho duro supera o talento: sempre entro em quadra com um objetivo. Acho que essa mentalidade começa a se desenvolver no training camp, quando você está com dificuldades e com dores. Às vezes, você não tem vontade de treinar, mas vai mesmo assim e faz de tudo para garantir que seja um bom dia. Se você não faz isso no treino, não consegue fazer isso na partida.”
Fracasso não existe
O tenista comentou sobre a palavra fracasso que não se encontra em seu dicionário: “Não acho que o fracasso exista no nosso esporte se você se dedicar 100% e fizer o seu melhor. Você pode ter dias bons e dias ruins: tenho sorte de ter vivenciado os dois. Se você não vivencia os dias ruins, não dá valor aos bons. Já passei por momentos difíceis dentro e fora de campo: este troféu era apenas um sonho há algum tempo, agora se tornou realidade. É definitivamente uma das minhas maiores conquistas.”
Ele destacou a família que assistiu a decisão: “Minha mãe chegou a Londres naquela manhã só para assistir à final, e isso significou muito para mim. Ela estava animada para ver o filho jogar na quadra central de Wimbledon, e eu estava animado para vê-los no camarote. Claro, havia muita tensão. Minha mãe está sofrendo um pouco, mas isso é normal. Ela é mãe, e os pais se preocupam muito com os filhos. Normalmente, eles não têm muito tempo livre, e estou feliz que os dois estivessem lá”, finaizou.









