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O Biológico, o PBA

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Por Gilbert Bang, médico da Copa – O uso de métodos ou de substâncias proibidas em doses baixas podem não ser detectáveis pelos exames atualmente disponíveis. O mesmo ocorre quando isto é de forma intermitente, principalmente de períodos de competição.

Na tentativa de identificar essas possíveis ocorrências surgiu o PBA, o Passaporte Biológico.

O PBA é um registro periódico de de exames que visa comparar parâmetros biológicos sanguíneos ao longo do tempo. Este sistema foi introduzido pela WADA (World Anti- Agency) em de 2009 e identifica indiretamente a prática de .

As alterações provocadas no organismo ao longo do tempo pela prática de doping são identificadas através de exames e isto, mesmo na ausência de substância proibida detectável, permite afirmar que houve tal prática. Respeitando-se a individualidade, cada atleta tem seus valores considerados normais e são usados ao longo do tempo valores de referência.

A escolha de para fazer exames não é aleatória como em um sorteio. Por exemplo, podem ser escolhidos que participam de de resistência (ex: atletismo, ciclismo), atletas suspeitos ou considerados de elevado risco para a prática de doping, e atletas com de ter uma longa em esporte de alto rendimento.

A rotina é a mesma dos atuais exames . O atleta pode ser convocado durante ou fora de competição. Situações especiais devem ser informadas pelo atleta e são consideradas na avaliação como, por exemplo, em altitude, transfusões ou doações de sangue. Com esta metodologia, a WADA visa ampliar a sua luta contra o doping desenvolvendo novas tecnologias de detecção desta prática.

Sobre Gilbert Bang

Gilbert Bang é médico fisiatra, mestre em Ortopedia e Traumatologia, médico do Centro de Reabilitação do Hospital Albert Einstein (SP), membro da Society for Medicine and Science (STMS). Bang também é Médico da Equipe da Copa Davis e do Departamento Infanto da CBT.

Fale com o Bang: gilbertbang@hotmail.com

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