Por Daniel Perisse, direto de Miami – Pablo Cuevas. O nome não é tão conhecido do brasileiro, mas ganhará espaço nos próximos meses: ele é o destaque da equipe do Uruguai que enfrenta o Brasil pelo Zonal Americano I da Copa Davis, em julho.
O duelo ocorre na quadra de saibro do Carrasco Lawn Tennis Club de Montevidéu. Atual número 67 do Ranking de simples da ATP, o tenista conversou com o TÊNIS NEWS ainda no Masters de Miami e jogou o favoritismo para os brasileiros, mas sem descartar uma surpresa.
“Temos chance sim, mas a equipe brasileira ainda é a favorita. Porém, contra os colombianos também não tínhamos vantagem e acabamos avançando”, comentou Cuevas em referência à vitória por 4 a 1 no duelo pela primeira rodada do Zonal, realizado no mesmo Carrasco Lawn Tennis Club, em março.
Diante da Colômbia, Cuevas marcou três pontos: venceu Santiago Giraldo (que bateu Thomaz Bellucci na estreia do ATP de Barcelona) e Alejandro Falla em simples e, formando parceria com Marcel Felder, obteve mais um triunfo, diante de Juan Sebástian Cabal e Robert Farah.
E o uruguaio vem levando vantagem nos últimos duelos contra os brasileiros. No ATP de Houston, em que foi às semifinais, superou Ricardo Mello logo na primeira rodada de simples por 6-2 e 6-0. Já em Barcelona, atuando ao lado do tcheco Lukas Dlouhy, encontrou Bellucci e se deu bem: o paulista de Tietê foi derrotado por 6-4 e 6-2, jogando com o croata Ivan Dodig.
Perguntado sobre a vantagem de atuar em casa e o retrospecto irregular de Bellucci em jogos da Copa Davis , o tenista do Uruguai acredita que a influência do público pode jogar a favor dele no duelo:
“A verdade é que não conheço muito do retrospecto de Bellucci na Copa Davis, mas sei que é uma competição diferente das da ATP. A torcida ajuda e pode equilibrar as coisas em quadra”, afirmou Cuevas, hoje com 25 anos.
O resultado mais surpreendente até agora do tenista em 2011 foi justamente no Masters de Miami, em que derrotou na segunda rodada o americano Andy Roddick, então oitavo do mundo e que defendia o título na Flórida, mesmo em quadra rápida.
Cuevas é nome certo também na partida de duplas na capital uruguaia, possivelmente contra Marcelo Melo e Bruno Soares. Aliás, o maior título do uruguaio veio justamente na modalidade: em 2008, surpreendeu ao conquistar Roland Garros, o único Grand Slam disputado em saibro, ao lado do peruano Luis Horna, hoje aposentado das quadras.
Em 2010, Pablo Cuevas não esteve no duelo em que o Uruguai foi derrotado por 5 a 0 pelo Brasil em Bauru, na estreia de João Zwetsch como capitão da equipe brasileira. Ele alegou problemas de calendário e sequer viajou ao país. Contudo, desta vez ele sabe da responsabilidade de tentar conduzir sua nação a uma vitória sobre o rival na Davis, algo que não ocorre desde 1978.
“Ainda está muito cedo, mas hoje podemos dizer que a equipe está bem. Vencemos um rival difícil já, e o Brasil é tão complicado quanto. Vamos lutar até o fim”, comentou o atual número um do Uruguai.









