Por Daniel Perissè, em Miami – Enganou-se quem pensou que eu falaria sobre o duelo entre Nadal e Federer nas semifinais em Crandon Park. Prefiro apontar aqui dois personagens que vêm fazendo algum barulho e já ganharam as atenções do público nestes dias de torneio.
O primeiro é o cara que leva o (péssimo) trocadilho do título: Mardy Fish. O americano, sempre lembrado apenas como mais um tenista de seu país, derrubou jogadores como Del Potro e David Ferrer. Ao vencer o espanhol, garantiu-se como o melhor da nação no ranking da ATP na próxima segunda-feira, já que Andy Roddick vinha da defesa do título e caiu ainda na primeira rodada aqui na Flórida. Aos 29 anos, já ocupa a 15a posição no ranking – a melhor em toda sua carreira – e deverá ficar ainda mais perto do top ten.
De mero coadjuvante, o Peixe vem nadando de braçada nas quadras por aí. Um de seus segredos foi ter fechado a boca e perdido peso – o que ajuda muito no circuito competitivo de hoje. Seus melhores resultados em 2011 foram as semifinais em Memphis e Delray Beach. E ele chega agora como candidato a derrubar a série invicta de Djokovic. A torcida estará dividida amanhã, já que o americano é da Flórida – e o sérvio conquistou as arquibancadas conforme foi avançando no torneio.
Quem sair do duelo encara Federer ou Nadal. Sobre esses dois, prefiro não comentar. É partida para acompanharmos de perto – e que deve entrar para a História do Masters de Miami.
A outra personagem deste espaço já está eliminada, mas foi, para mim, a estrela da chave feminina, e não só pela beleza: a alemã Andrea Petkovic. Depois de derrubar Caroline Wozniacki e Jelena Jankovic, ela não resistiu a uma série de erros diante de Maria Sharapova e ficou pelas semifinais. Porém, já chama a atenção pelo estilo de jogo, com golpes fortes, algo meio que escasso nas disputas entre as mulheres (claro, não conto as Williams).
Petkovic tem 23 anos, consistência, humildade – acha que ainda tem muito a melhorar – e, acima de tudo, simpatia. Na coletiva após a vitória sobre Jankovic, era só sorrisos – e que belo sorriso. Uma entrevista clara, descontraída e sincera. Na semi, sofreu pela inexperiência. Mas ainda devemos ouvir falar bastante dela, que subirá bem da 23a colocação atual no ranking da WTA.
Ah, respondendo à pergunta que deve estar na cabeça de quem leu os dois últimos parágrafos: ela NÃO tem nada a ver com o veterano meia sérvio, que vem treinando separadamente no Flamengo. Coletiva já encerrada, ela terminou de atender um jornalista de seu país, levantei a mão, ela voltou de onde estava só para falar comigo, respondeu e pediu que mandasse um alô ao jogador, brincando. E sorriu novamente. Um dos momentos de que não vou esquecer em meio a esta cobertura aqui em Miami.
No quique:
– Era 1h40 na sala de imprensa. Federer bateu Olivier Rochus, tomou banho e fez a coletiva em inglês. Depois, mais uma enxurrada de perguntas em alemão. Em seguida, francês. Aliás, muita desenvoltura nas três línguas. Na saída para o carro, ainda tirou foto com duas fãs. Número três em quadra, mas ainda líder em simpatia e paciência.
– O número de jogos diminuiu, mas o número de pessoas só cresce a cada sessão. Pena que muitos vão embora antes dos jogos femininos.
– Por falar nisso, preparem os protetores de ouvidos: Sharapova encara na final Victoria Azarenka, de Belarus, que também gosta de fazer barulho. Na saída após o triunfo diante de Vera Zvonareva, não eram poucas as pessoas que imitavam o seu “ritual” ao bater na bola.









