Francisco Roig divide as atenções como técnico de Rafael Nadal junto com Toni Nadal. Ele viaja cerca de 12 semanas ao ano com o número 1 do mundo e esteve com ele no título do ATP 250 de Doha, no Qatar, na última semana com o qual também jogou duplas.
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Em um bate-papo com o website Tennis Topic, da Espanha, Roig comentou sobre a rivalidade de seu pupilo com Novak Djokovic, o quão difícil é bater o sérvio e comparou com a rivalidade do espanhol com Roger Federer.
“A rivalidade com Federer tem mais nome, é um clássico. O suíço é o jogador que tem mais Slams (17 ao todo contra 13 de Nadal) e Rafa sempre foi sua sombra. Os jogos entre os dois são o que se recordam mais, a não ser que Rafa e Djokovic sigam jogando por alguns anos a mais e que Nadal se aproxime dos recordes do Federer. Em termos de nome, a rivalidade com Federer é a mais especial”, disse Roig que destacou ver em Djokovic um rival mais duro a se bater, adicionando que a capacidade de sacríficio de seu pupilo e de nole são maiores do que a do suíço.
“Os jogos com o Djokovic são diferentes pois os pontos são mais longos e os dois tem maior capacidade de sacrifício que o Federer. O suíço, quando joga bem, de 1 a 10 ele chega a 11 e quando baixa na sequência, pode chegar aos 6 ou 7. Djokovic e Nadal se mantêm sempre entre o 8 até o 10 e isso faz que eles sejam mais intensos”.
“Rafa sabe que uma partida contra o Djokovic será duríssima pois ele irá defender e atacar de forma igual. Essa é um pouco da diferença com o Federer. Se contra Federer faz uns sete, oito golpes de troca, provavelmente ele ganha, e contra Djokovic não. A tática é jogar agressivo. Nadal sabe que se Djokovic jogar de forma espetacular não tem nada o que fazer pois vai ficar correndo e acabará perdendo. Não se pode perder quadra com o revés, tem que ir pra bola e com o forehand mudar pra paralela e vigiar para não ficar desguarnecido quando investir nesse golpe. É preciso estar muito bem para bater o Djokovic e ele sabe. E igualmente, Djokovic sabe que se Nadal estar na ponta dos cascos, será um jogo duríssimo. São os dois melhores jogadores na capacidade para defender e atacar”.
Roig disse ainda ser difícil que Nadal alcance os Slams de Federer: “Segue sendo difícil, mas não impossível. Não é uma obssessão para Nadal. O mais importante pra ele é ganhar o Grand Slam de número 14 pois sempre vai passo-a-passo. A diferença é de quatro, mas dependerá de como esteja fisicamente e mentalmente precisa manter a ambição e confiança. Segue sendo difícil, mas hoje um pouco menos para Nadal”.









