Andy Murray, quarto do mundo e atual vice-campeão do Australian Open, comemorou o fato de ter trabalhado rápido, em menos de uma hora e meia, e não ter sentido os efeitos do calor de 42º C. O tenista evitou críticas à organização, mas ponderou sobre cuidados com a saúde.
“Pra mim foi um grande teste jogar nessas condições com potencial de ter que fazer um jogo de duas até quatro horas. Fiquei nervoso antes do jogo, mas quando veio a sombra, minimizou o calor um pouco, mesmo que o ar estivesse bem quente, mas fico feliz por ter trabalhado rapidamente”, disse o tenista que comemorou sua atuação.
“Joguei tão bem hoje, treinei duro por uma semana e joguei com vários bons jogadores, bati bem na bola. Não esperava ter atuado tão bem hoje, o que dá sinal que treinei bem. Comecei e fiz um jogo bem sólido”, continuou o tenista que faz apenas o segundo torneio oficial após a cirurgia nas costas realizada no final do ano passado.
Murray foi questionado se o Aberto da Austrália deveria ter usado a política do calor que suspende os novos jogos em até uma hora e dá um maior descanso nos intervalos de sets. Ele evitou críticas, mas ponderou por conta de desmaios de boleiro, torcedores e jogadores que passaram mal.
“É algo a se analisar. Médicos disseram que estava bem pra jogar, mas só estamos a uma coisa ruim de acontecer. É terrível pro esporte que pessoas desmaiem, boleiros caíam, torcedores desmaiem. Todo mundo que jogou às 14h, 15h teve problemas com o calor. Não sei se é seguro ou não, mas nesses dias é preciso cuidado. Tivemos outros esportes onde atletas tiveram ataques cardíacos ou entraram em colapso. Nesse calor, quando puxado ao limite, você não quer ver nada ruim acontecer com ninguém”.
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Na segunda rodada o escocês encara o francês vincent Millot.









