(Crédito: Reprodução 
The Romesh Ranganathan Show)
(Crédito: Reprodução The Romesh Ranganathan Show)

Murray: ‘Eu não tinha tanto orgulho da minha carreira’

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O escocês Andy Murray, ex-número 1 do mundo, dono de três títulos do Grand Slam e bicampeão olímpico, concedeu uma ao podcast The Romesh Ranganathan Show e falou sobre vida após o tênis, família, tênis, golf e outros temas.

Andy Murray que tem gostado muito de praticar golfe e faz sempre que possível, em uma média de três vezes por semana, normalmente após levar os filhos à escola e quando não tem trabalho a cumprir. Questionado se a mulher, Kim Sears, não gosta muito dele jogando, o escocês confessa: “Eu acho que ela não quer que eu fique o tempo todo dentro de casa, a incomodando. Desde que eu a ajude com o que é necessário, ela está bem com isso”.

Questionado sobre como se sente agora que já tem um período de distância para sua aposentadoria, Murray comentou: “Sim, eu me senti feliz com tudo o que eu conquistei e isso aconteceu rapidamente após eu encerrar minha carreira para te ser sincero”.

“Acho que o fato de eu estar pronto para me aposentar ajudou bastante, pois eu não estava fisicamente apto a competir no nível que eu desejava e meu corpo me dizia ‘tá chegando a hora’ e eu sabia que eu não tinha muito o que conquistar. Umas duas semanas após a aposentadoria, eu olhei para trás e percebi: ‘Nossa, eu fui capaz de conquistar tudo isso?’ Quando eu estava jogando, eu não tinha tanto orgulho da minha carreira”, confessou.

“Eu estava circundado por três dos maiores da história, então o tipo de conquistas que eu teria comparando com esses caras. Então você olha para esses caras e, claro, tenta aprender e evoluir, mas você tenta comparar os jogos, vencer esses caras. Mas eu consegui sentir mais orgulho do que conquistei bastante rápido após o fim, mas eu não sei por que essa visão mudou tão drásticamente. O que é uma vergonha, eu deveria lá atrás curtir um pouco mais de mim e minha carreira, mas era duro, porque sempre havia o próximo e toda a pressão”, completa.

Murray então contou que amava tudo o que envolvia o do tênis como academia e treinos, mas não gostava dos jogos. “Os jogos e a competição eram estressantes. As coisas no entorno do torneio são legais, mas a competição…”, resume.

O escocês então cita sua segunda campanha de ouro olímpica conquistada no : “Quando eu estava nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio, eu finalizei meu jogo após 4h horas, nós recebemos a medalha, dei muitas entrevistas e nós viajamos por 12 horas para Cincinnati para jogar um torneio (MAsters 1000) que começava dali dois dias. E era sempe assim, você saía de algo e tinha um jogo”, detalha.

“Eu gostaria de ter tido tempo para viver mais essas coisas (conquistas). Eu não precisava jogar Cincinnati. Aquilo que eu conquistei era algo que eu sempre sonhei, quis e trabalhei duro para conquistar, teria sido bom aproveitar mais estes momentos”, confessa.

Andy Murray também falou muito sobre a pressão e a agressividade do público de esportes, algo que tem crescido nos últimos anos.

“As coisas são um pouco diferentes entre uma pessoa te destruindo ou fazendo um comentário engraçado sobre um resultado, um golpe ou sei lá. Porém, com as as pessoas têm abusado. Não sei se você acompanha golfe, mas as pessoas estão perdendo a mão e ficam tipo: ‘vai se foder’. Não é alguém fazendo um comentário engraçado sobre um golpe que se erra, é sempre a pessoa que fica lá ofendendo o atleta”, explica ele a do atual descontrole e desespeito do público.

“No futebol, o cara vai bater um escanteio você escuta tudo que é tipo de coisa e você não está autorizado a reagir àquilo. Eu sinceramente não sei o quanto o esporte pode tolerar isso ou não”, seguiu Murray que foi questionado se esse tipo de comportamento não tinha do fato das pessoas pagarem o ingresso e se sentirem no direito de gritar as ofensas.

“Eu não sei se é porque pagaram o ingresso, mas pensa em uma pessoa que paga para ver seu show (Romesh é comediante) e essa pessoa simplesmente fica lá na sua frente te chamando de merda e que você isso e você aquilo. Sabe, esse tipo de comportamento não seria sequer tolerado, então por que no esporte? Eu não sei”, reflete o ex-número 1 do mundo.

Andy Murray conta ainda que está amando a vida de aposentado do tênis.

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