Em entrevista ao podcast The Romesh Ranganathan Show, Andy Murray, dono de três Grand Slams e ex-número 1 do mundo, revelou ter ficado preocupado com o seu futuro momentos antes da aposentadoria.
“Estar pronto para me aposentar me ajudou. Fisicamente, eu não conseguia mais jogar no nível que queria, e meu corpo estava me dizendo que era hora. Eu sentia que não tinha mais muito a oferecer. Dez dias antes de encerrar minha carreira, olhei para trás e pensei: ‘Nossa! Não acredito que conquistei tudo isso’”, confessou o escocês que comentou sobre a pressão no esporte.
“Olhando para trás, se alguém tivesse me dito quando eu tinha 17 ou 18 anos: ‘Você vai jogar uma final de Wimbledon’, eu não me importaria se ganhasse ou perdesse. Eu simplesmente jogaria. Mas quando você chega lá, a pressão para vencer e ter um bom desempenho é enorme. Se você perde uma final, a pergunta é: ‘Por que você não venceu? Você é mentalmente forte o suficiente? Seu jogo é bom o suficiente?’ Sempre existe a pressão para ter um bom desempenho. É uma das coisas mais belas do esporte, mas também uma das mais difíceis.”
A fala sobre a preocupação veio em uma pergunta de seu relacionamento com a imprensa: “Eu estava muito preocupado com a vida depois do tênis, mas agora que estou nela… adoro. No início da minha carreira, quando eu estava tentando ser eu mesmo, algumas coisas que eu dizia eram exageradas e geravam controvérsia. Era exaustivo. Perdi a confiança na mídia e acabei me isolando, falando pouco e pensando apenas em jogar. Hoje, porém, o contexto é diferente.”
O ex-tenista comentou que o golfe faz parte de sua vida: “Adoro golfe e, se você é apaixonado por um esporte, acho que estar ao lado de um grande jogador durante seus momentos mais importantes seria um trabalho fantástico. Trabalhar com um jogador de elite permite ajudá-lo com decisões e estratégias. Seria uma posição maravilhosa.”









