O veterano francês Gael Monfils começou sua despedida do Masters de Indian Wells com uma boa vitória diante do canadense Alexis Galarneau, 219º da ATP, em 6/3 6/4 e conversou com os jornalistas sobre sua trajetória, vida após o tênis e sobre o futuro do esporte.
Monfils recordou o seu primeiro torneio profissional de elite, há 22 anos na chave do Masters de Paris: “Foi em novembro de 2004, em Bercy, que eu recebi aquele convite. Venci Dupuis e Mahut nas eliminatórias do Super 9, porque naquela época era chamado de Super 9. Eu estava conversando sobre isso com Thomas Enqvist. Eu o venci na primeira rodada, na minha primeira sessão noturna. Desde então, tudo mudou muito. Depois, joguei contra Lleyton Hewitt, que era o número 2 do mundo, e perdi por 6/3 7/6. Mas pensei: ‘Não estou tão longe do número 2 do mundo.' Talvez eu possa fazer coisas.” Desde então, pensei: “Nossa, estou vivendo uma jornada incrível”. Tentei aproveitar cada momento, e aqui estou eu, em 2026, ainda jogando”.
Gael Monfils ainda contou aos jornalistas do que espera para seu futuro no mundo das finanças: “Tudo tem um fim. Estou feliz por poder sentir o carinho das pessoas uma última vez e agradecer por terem me acompanhado nessa longa jornada. O próximo capítulo, espero e tenho certeza, será ainda melhor. Por enquanto, no ano que vem estarei trabalhando no setor financeiro, então será algo completamente diferente do tênis. Talvez eu continue envolvido com alguns atletas e permaneça de alguma forma ligado ao esporte, mas não necessariamente ao tênis. Mas sim, meu próximo capítulo provavelmente será o mundo das finanças e definitivamente a família”, completou ele que é casado com a também tenista Elina Svitolina e juntos são pais da pequena Skai, de 3 anos.
Monfils também comentou como foi coincidir num circuito dominado pelas lendas do esporte, Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic: “Durante meu tempo no circuito, tínhamos três monstros… e depois havia o resto de nós. Digamos que três lendas e três beldades do tênis. Roger, Rafa e Novak dominaram o esporte de uma forma incrível”.
“Eles eram lendas, e quase não deixaram espaço para mais ninguém. O pouco que restou foi aproveitado por três jogadores incríveis: Andy (Murray), Stan (Wawrinka) e Marin (Cilic) e também Juan Martín Del Potro. Eles conseguiram pegar algumas migalhas, por assim dizer, e também se tornaram lendas”, destacou os contemporâneos que conquistaram títulos do Grand Slam mesmo competindo com o Big 3.
“Para nós, foi muito difícil. Estávamos logo abaixo deles e não conseguíamos encontrar uma maneira de vencê-los. Não éramos tão bons quanto Stan, Marin ou Juan Martín, que estavam no lugar certo na hora certa e souberam como elevar seu nível físico e mental”, recordou.
Monfils respondia uma pergunta sobre o sucesso dos países no esporte quando citou o Big 3 e seu domínio do circuito por acreditar que é injusto avaliar a qualidade e dedicação de um país ao esporte com base apenas em títulos do GRand Slams e números grandes no esporte.
“A Itália esperou muito tempo por um campeão de Grand Slam, e agora eles têm Jannik (Sinner). Não acho que o país seja o mais importante, mas sim o indivíduo. Espero que na França também tenhamos um em breve. Quem sabe, talvez nos próximos anos seja um sul-americano ou um americano que dê trabalho a europeus como Carlos (Alcaraz) e Jannik”, completou.









