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Especial Masters Cup: Gustavo Kuerten

Quinta, 10 de novembro 2005 às 19:00:00 AMT

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Guga Lisboa 2000
Gustavo Kuerten é o único tenista brasileiro a participar da competição que reúne todos os anos os oito melhores tenistas da temporada. Em três disputas, Guga fez história. Venceu de forma heróica a competição em 2000 e levou o tênis brasileiro a um patamar jamais visto anteriormente.


Um rapaz alto, franzino, barba por fazer, cabelo grande, jeito de muleque. Assim surgiu Guga para o tênis em Roland Garros 1997. Muitos creditavam aquela conquista a sorte e não apostavam na capacidade do "Manezinho da ilha" , muito por que, o ano de 98 havia sido fraco e o de 99 razoavel. Pois bem. Kuerten calou a boca de todos os críticos com três belos anos que o consagraram e terminaram no último torneio do ano.

1999: Guga entrou nesta temporada com muita pressão. Buscava um melhor rendimento após uma temporada anterior fraca e queria provar seu talento. O catarinense começou bem a temporada. Chegou nas semi em Indian Wells e foi o herói da classificação brasileira diante da forte espanha em território espanhol na Copa Davis. Veio os eventos no saibro e os dois únicos títulos do ano. Grandes conquistas. Eram os dois primeiros Masters Series da carreira: Monte Carlo e Roma. Vitórias sobre o chileno Marcelo Rios (6/4 2/1 Ret.) e Patrick Rafter (6/4 7/5 7/6).

As boas atuações renderam favoritismo em Roland Garros, mas Guga parou nas quartas diante do impiedoso Andrei Medvedev (Ucrânia). Em Wimbledon talvez a grande surpresa. Gustavo Kuerten odeia quadras de grama e sempre jogou apenas este torneio, o mais importante na superfície. Ele chegou as quartas de final sendo eliminado por Andre Agassi. Até o fim da temporada acumulou algumas quartas de final e chegou a Masters Cup como quinto melhor tenista da temporada.

Neste ano o evento foi disputado pela última vez nas quadras de carpete coberto em Hannover, Alemanha. Guga tinha um grupo forte e conseguiu participação discreta. Foi facilmente batido pelo lendário Pete Sampras (2/6 3/6), em seguida venceu com tranquilidade o equatoriano Nicolas Lapentti (6/1 6/2) para fazer jogo duro, mas ser eliminado por Agassi (6/3 7/5).

2000: O ano da consagração para o brasileiro. Foram cinco conquistas, o bi de Roland Garros em cima do sueco Magnus Norman (6/2 6/3 2/6 7/6), a conquista dramática em Hamburgo diante do russo Marat Safin (6/4 5/7 6/4 5/7 7/6), os títulos em Indianápolis e Santhiago. Ainda na temporada Guga levava o Brasil a semifinal da Davis em que perdemos para os australianos na grama.

O ano de 2000 revelava um Guga muito mais vitorioso, mas começava o drama de sua carreira. Em seguidos torneios ele sentia dores nas costas e no quadril, tendo que diversas vezes requisitar os fisioterapeutas dos torneios. O drama passou para a Masters Cup daquele ano. O torneio seria disputado pela primeira vez em Portugal, na capital Lisboa sobre piso rápido e o brasileiro sentia dores nas costas sendo ameaçado até de não participar do torneio. Todavia, a garra e a vontade levaram Guga a jogar.

Outra disputa estava em jogo. Kuerten chegava como número dois da Corrida e número dois do ranking de entradas. Apenas o título o faria ser o primeiro do mundo nas duas tabelas. Na primeira rodada o drama aumentava. Guga sentiu dores e não resistiu à Agassi (4/6 6/4 3/6). Nos dois jogos seguintes, a recuperação. Magnus Norman (SUE) e Yevgeny Kafelnikov mal viram a cor da bola: (7/5 6/3) e 6/3 6/4.

A fase final foi perfeita, o momento de glória para Guga. Na semifinal ele enfrentava Pete Sampras, nada mais nada menos que detentor de 14 títulos de Grand Slam na carreira. Um primeiro set muito equilibrado com vitória para o americano no tie-break. Em seguida o brasileiro virou e cravou 6/3 6/4 batendo no peito e ecoando o grito de vencedor. Na decisão Guga reviveu o confronto da primeira fase diante de Agassi. Dessa vez o "carequinha" não teve chances e sucumbiu a perfeição do surfista no cimento- Gustavo Kuerten levantou o troféu em um triplo 6/4 e ratificou a liderança nos dois rankings.

2001: Esta temporada se dividiu em bons momentos até o US Open. Os resultados de Guga o levaram a ficar por mais de 40 semanas no topo do ranking. Ele levantou seis troféus: Buenos Aires, Acapulco, Monte Carlo, Sttutgart, Cincinatti e o tri em Roland Garros. Nas quartas de final do US Open o brasileiro apresentou problemas no quadril e amargou seguidas derrotas em primeiras rodadas no restante do ano.

O brasileiro chegou na Masters Cup pela última vez na carreira, desta vez em Sydney, Austrália, e ganhou apenas dois sets em três jogos: Goran Ivanisevic (CRO) 2/67/6 (7/2) 4/6; Juan Carlos Ferrero (ESP) 2/6 6/7 (7/3); Yevgeny Kafelnikov 2/6 6/4 3/6.
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