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Nadal: 'Estou muito melhor do que há dois dias'

Segunda, 15 de fevereiro 2021 às 09:15:48 AMT

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Tênis Profissional

Rafael Nadal, número dois do mundo, celebrou sua evolução da lesão nas costas que apresentou nas duas primeiras rodadas do Australian Open. Ele derrotou nesta segunda-feira o italiano Fabio Fognini, 17º colocado, por 6/3 6/4 6/2.



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"Honestamente, creio que o primeiro set que fiz hoje foi o melhor no torneio. É algo normal e que responde o fato de ter podido treinar durante os últimos dias. As costas estão muito melhores, consegui incrementar o volume de trabalho e seguir adiante de uma partida complicada contra um rival que historicamente me colocou em problemas", disse o número dois do mundo.

"Dei um passo adiante muito importante hoje. A mobilidade foi muito melhor, o backhand correu mais e pude recuperar a velocidade do meu segundo serviço, o que é chave porque me dá muita confiança para ser agressivo com o primeiro serviço".

 

 

Nadal comentou ainda sobre sua condição física: "Fiquei uns 20 dias com dor nas costas e isso me impediu de treinar como queria. Obviamente isso é um défict que tive em relação aos meus competidores. Estou muito melhor que no sábado agora mesmo. A partida de hoje vai me ajudar muito como também espero que faça no treino de amanhã. Fui capaz de me manter vivo no torneio e agora sim que tenho opções de buscar o título se seguir progredindo".

Nadal comentou sobre jogar com lesão e os riscos: "É sempre necessário colocar as coisas na balança e ver que riscos pode assumir. O que posso dizer é que se está machucado, machucado de verdade, não terá chances de ser campeão. Outra coisa é ter algumas dores que afetam um pouco seu rendimento, mas que sabe que irá se adaptar e que pode melhorar um pouco  se está com disposição de competir. Eu tomei más decisões no passado como no US Open de 2009 quando joguei com um problema abdominal e se agravou (perdeu na semi para Del Potro)".

Nadal encara na quarta-feira o grego Stefanos Tsitsipas, sexto do mundo: "Sempre sigo muito motivado para ganhar títulos de Grand Slam, mas não sou obcecado por isso. Creio que ter a ambição é fundamental para o êxito , mas sempre quando for saudável. Ficar obcecado por algumas coisas como ser o melhor da história pode gerar muita frustração, nunca encarei assim o esporte. Meu maior objetivo é dar tudo e voltar pra casa com satisfação de ter deixado tudo. Sigo aqui porque amo o tênis e me encanta o que faço"


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