Não deu para o brasileiro Ricardo Mello na semifinal do Brasil Open. O número dois do país não teve chances diante de um inspirado Aleksandr Dolgopolov, número 32 do ranking e sensação do começo do ano após realizar quartas de final no Australian Open derrotando Jo Tsonga e Robin Soderling.
O tenista do leste europeu dominou o brasileiro para marcar 6/2 6/1 após 59 minutos de encontro na quadra central da Costado Sauípe (BA) e disputa a decisão, às 21h deste sábado, contra o espanhol Nicolas Almagro, 13º colocado, que suou para vencer o algoz de Thomaz Bellucci, Juan Ignacio Chela, 39º, por 1/6 6/2 6/4.
Dolgopolov tomou conta do jogo na primeira etapa diante do campineiro 78º colocado. Balançou o brasileiro no fundo de quadra, partiu pro ataque, disparou winners e ainda segurou a onda na defesa quando o brasileiro apertava. Conseguiu duas quebras, no primeiro game com winner e no sétimo com slice rasante e erro de voleio de Mello, e fechou por 6/2 com autoridade em 29 minutos.
Na segunda etapa o brasileiro confirmou no primeiro game e deu indício de que faria uma peleja mais equilibrada. Não foi o que o ocorreu. Dolgopolov continuou sacando demais e dominando nos golpes de fundo aplicando winners. Foram duas quebras e 4/1 de vantagem. O sexto game foi o único de breaks para o brazuca. Em dois deles, Dolgo sacou bem. Em outro o brasileiro pecou com erro de devolução boba. Em seguida o rival se manteve no ataque e finalizou por 6/1.
Apesar da derrota, Mello fez uma ótima campanha batendo dois top 50, Santiago Giraldo e Albert Montañes (cabeça de chave 2 do torneio e top 25) e dando uma surra no top 70, Pablo Andujar. Esta foi a terceira semi do brasileiro na Bahia. Nas duas anteriores ele perdeu parao campeão (em 2005 para Rafael Nadal e 2010 para Juan Carlos Ferrero).
Ricardinho, que tem a sequência de 13 vitórias no Brasil quebrada, defende os 90 pontos do ano passado, mas cairá pro 80º lugar da ATP por conta das subidas do alemão Mischa Zverev e o canadense Milos Raonic.









