Durante a mais recente edição do podcast New Balls Please, o ex-top 25 Fernando Meligeni, relatou uma conversa que teve com o eterno número 1 do Brasil, Gustavo Kuerten, enquanto os dois assistiam ao jogão entre o jovem talento João Fonseca e o maior tenista da Itália, Jannik Sinner.
Fininho abre o assunto pedido “licença” a Guga para relatar o diálogo, Ele contou que enviou mensagem para o Manezinho da Ilha logo no início do jogo, pois sabia que Guga Kuerten já estava de volta ao Brasil após viagem à Europa para compromisso, que incluiu presença na semana de moda de Paris.
“Aí eu brinquei com ele e falei: ‘Me fala que você não vai ver o jogo hoje, né?'”, iniciou Fino, afirmando que brincou com o ex-parceiro de duplas e da Copa Davis. “Aí, lá para o 2/1, 2/2, ele (Guga) me mandou uma mensagem: ‘Ah, impossível não ver'; E a gente começou a conversar, bater papo”.
“Me chamou muito a atenção os elogios do Guga para o João”, seguiu Meligeni. “Eu vejo que ele (Guga) segura e ele concorda comigo que a gente precisa dar o menos de pressão para ele. Mas hoje em dia, todo mundo está falando. O Guga falou em números de Grand Slam, ele acha que o João vai ser fenomenal”.
“Só que ele (Guga) me falou uma coisa muito legal. Ele falou assim: ‘Enquanto as pessoas estão querendo que ele seja hoje, eu vejo que daqui a um ano e meio, dois anos, o João vai estar jogando nesse nível ou melhor, ou ele vai ser a bola da vez'”, revelou Fernando Meligeni.
Meligeni ainda destacou que o comentário que ele reproduziu é de Guga Kuerten, um ex-número 1 do mundo, um tipo de jogador que tem um pensamento diferente.
“Eu sempre falo nas minhas palestras: estar no quarto com o Guga e conversar sobre pressão com o Guga, para mim, foi um dos grandes ensinamentos de vida, porque ele tratava a pressão como eu não conseguia tratar; E eu acho que uma pessoa normal não consegue tratar. E não tem nada a ver com ter mais dinheiro, já ter tido tantos títulos. Era uma forma de entender que ele conseguia neutralizar a pressão dentro da cabeça dele para lá e focar no que tinha que fazer e é muito parecido do que o João faz, com menos experiência, menos vivência”, comparou.
Meligeni ainda pontua que o carioca pode jogar muito bem em Miami ou pode seguir de agora até Roland Garros sem apresentar nenhum resultado, a questão é que do olhar de quem já esteve ou está em quadra, Fonseca “está dando demonstrações de picos de tênis astronômicos”.
Fernando Meligeni ainda destaca que a maioria dos jogadores chega a seu limite técnico e segue se pressionando e insistindo. Ele pontua que ele mesmo chegou ao seu limite como tantos outros e cita o ex-top 0 Flavio Saretta como alguém que não alcançou o próprio limite e conclui sobre Fonseca:
“Quando a gente olha para o João, vê que ele está jogando esse nível, a gente fala: ‘Cara, o cara pode ir muito mais. Ele foi 24 e passou por cima. Já jogou tênis de 5 no mundo, eu nunca joguei como do mundo”, finalizou.









