Em sua conta no Instagram, Fernando Meligeni, ex-top 25 e semifinalista de Roland Garros em 1999, deu seu palpite se Carlos Alcaraz alcançará ou não os feitos dos Big 3 do tênis com as 24 conquistas de Novak Djokovic, 22 de Rafael Nadal e 20 de Roger Federer.
-> Clique Aqui e ENTRE em nosso canal do Whatsapp!
“Com os quatro GS em tão pouco tempo, sete majors aos 22 anos, a pergunta que todos fazem é: ele chega aos 20 ou 25 títulos ao final da carreira?” começou perguntando Fininho.
No último domingo ele atingiu a sétima conquista igualando Mats Wilander e John McEnroe.
“Entendo a pergunta e acredito que ele tem tênis para isso. Mas sempre digo que o mais impressionante no Big 3 foi a força que tiveram para manter o foco e a fome por mais de 20 anos. Além disso, machucavam-se, mas sempre voltavam rápido.
Tenisticamente, Carlitos está à frente da maioria. Tendo como grande adversário o Sinner e quase sem perder jogos para os outros, deve aumentar consideravelmente o número de títulos. Mas a grande pergunta é: lá no fundo, ele quer se manter por tanto tempo, abdicando de tudo?
A convivência com os monstros do circuito me fez entender que, mesmo vocês achando “legal” ou “um sonho” viver o circuito, a profissão no tênis, como a do escritório, tem muita coisa boa, fama, regalias, muito dinheiro, poder, flashes e gente bonita assistindo, mas também tem uma rotina dura, uma vida solitária e um desgaste físico e mental absurdo.
Uma frase do Guga, terça-feira depois de vencer seu primeiro Roland Garros, ao chegar ao quarto após um dia com 500 compromissos, me fez entender o que esses caras vivem:
“Fino, se eu soubesse que seria assim, eu não teria vencido. Tá louco.”
Julgamos e analisamos normalmente pelos nossos olhos.
Ser presidente de uma grande empresa, viajar de primeira classe, ter bônus gordos no final do ano é o sonho de muitos. Mas isso te tira de casa, não te deixa estar em datas importantes dos seus filhos, você perde quase todos os momentos em família. Quanto tempo aguentamos? 20 anos?
A resposta ninguém tem. A vida muda rápido e as prioridades também.
Digo sempre que esses caras depois de ganhar o que não conseguem gastar pensam até onde querem ir…
O tempo dirá. Mas, se eu tivesse que arriscar, acho que ele vai ganhar muitos, vai passar o Sampras com seus 14, mas acho difícil ele chegar nos três.”









