Por Ariane Ferreira – Como reportado pelo Tênis News há duas semanas, o presidente da ATP, Chris Kermode, e o diretor executivo das Américas, Mark Young, assistiram de perto os torneios de Buenos Aires e São Paulo, que brigam para estarem na segunda semana de fevereiro em 2015.
Enquanto Buenos Aires luta para encontrar dinheiro para seguir acontecendo, São Paulo busca recuperar sua imagem após os inúmeros erros de 2013 com falhas nas quadras e bolas ruins.
De acordo com fontes da própria ATP ouvidas pela reportagem do Tênis News, Kermode deixa o Brasil nesta quarta-feira, mas ao contrário do esperado não vai para os Estados Unidos com uma decisão formada sobre o problema do calendário.
À imprensa brasileira, nesta segunda-feira, Kermode explicou que a decisão é muito mais complexa do que parece, pois a ATP é feita “50% pelos jogadores e outros 50% pelos torneios” e ressaltou que precisa ouvir todos os lados, inclusive a imprensa, televisões que detém direitos e patrocinadores até que ele tenha sua decisão.
O presidente da ATP terá o voto decisivo na decisão para a direção do calendário 2015, caso os torneios não entrem em acordo. “Os dois torneios estão ótimos, são boas marcas, mas eu vou ouvir todo mundo, ter os diferentes pontos de vistas”, comentou e prosseguiu: “Meu grande problema não está em qual dos torneios ficará com a melhor semana, qual em 10 anos cresceu mais e sim em o quanto eles podem crescer e contribuir com o tênis”.
Como havia explicado em Buenos Aires, a situação financeira dos torneios apenas preocupam a ATP quando não há possibilidade de financiar um torneio programado: “Há mais de 60 torneios em todo o mundo, cada um deles é uma marca e ajudam o esporte. Eu preciso trabalhar para que o esporte siga encantando gerações, criando novos fãs. Nós não podemos garantir a construção de uma nova estrela, elas apenas surgem. Nós trabalhamos para que o esporte cresça”, disse Kermode em coletiva de imprensa.
Kermode e Young conhecem a posição de cada torneio e sabem que os organizadores brigarão até o fim pela melhor data, da mesma forma que Viña Del Mar, no Chile, não aceitará ser jogado para escanteio. Por conta disto, a palavra que deve pesar na escolha de Kermode é a dos jogadores: “Sem um acordo dos torneios, vai pesar a outra parte e os jogadores que aqui estavam em 2013 e voltaram em 2014 estão elogiando a organização. Entretanto, sabemos que Buenos Aires é querido. Não é possível prever as coisas”, disse a fonte que não quis se identificar.
Em entrevista à agência alemã DPA, Kermode destacou que as novidades na América Latina para a ATP têm sido muito animadoras e completou: “O ATP 500 do Rio foi o primeiro passo na direção de ter um evento maior na região. A principio a ideia de contar com um Masters 1000 na América do Sul é muito atrativa”.
Para pessoas da própria ATP, este indicativo do presidente mostra o quanto ele deixa a região animado com a evolução dos torneios já existentes e com o novo torneio do Rio. Antes da temporada começar, os torneios da região preocupavam a alta cúpula da ATP, sejam eles por problemas financeiros ou de organização.









