Pimeira mulher árabe da história a ultrapassar a terceira rodada de um Grand Slam e detentora de todos os recordes do tênis entre mulheres árabes, a tunisiana Ons Jabeur, ex-top 2 e atual 7ª da WTA, tomou posição e pediu respeito à Palestina.
Jabeur fez uma publicação em seus stories no Instagam em que comentava a situação, mas acabou a excluindo. “O que os palestinos têm enfrentado nos últimos 75 anos é indescritível”, iniciou a publicação, em sitação ao fato do Estado de Israel ter sido criado em 1948, por intemérdio da Organização das Nações Unidas (ONU).
“O que civis inocentes têm enfrentado é indescritível, não importa qual a religião deles ou sua origem. A violência nunca trará paz. Eu não posso apoiar a violência, mas eu também não posso apoiar que pessoas tenham suas terras tomadas”, seguiu fortemente Jabeur.
“Então, entender o contexto é importante, olhar para o que está acontecendo e ignorar a história recente é irresponsável e não trará paz”, destacou a tunisiana.
“Paz é tudo que nos importa. Paz é tudo o que todos precisamos e merecemos. Parem com a violência e a Palestina Livre”, finalizou ela utilizando a hastag que é símbolo da busca do povo palestino por te um estado reconhecido internacionamente.
Jabeur excluiu a publicação menos de 2h após sua publicação. É possível que haja uma inteferência da federação de tênis de seu país.
Vale destacar que Jabeur é uma mulher de etnia árabe, tal qual a majoritária maioria da população dos territórios da Palestina, Faixa de Gaza e Cisjordânia.
A Tunísia, país da tenista, tem uma posição oficial contra a criação do estado de Israel, tanto que em 2013 o Ministro da Juventude e Esportes do país pediu que a federação de tênis do país intervisse e impedisse o tunisiano Malek Jaziri entrar em quadra pelo Challenger de Tashkent, no Uzbequistão, onde enfrentaria o israelense Amir Weintraub. Jaziri abandonou o torneio e seu irmão e agente, Emir, denunciou a situação à imprensa. O governo da Tunísia nunca confirmou o episódio, apesar de seu público apoio ao grupo político que luta pela estabilização do estado da Palestina a Organização para a Libertação da Palestina.
Naquele episódio, a Federação Internacional de Tênis (ITF) julgou a federação tunisiana e a suspendeu por uma temporada de disputar a Copa Davis.
Em 2015, Jaziri voltou a abadondar uma partida, desta vez pela chave do ATP de Montpellier, na França. O tunisiano alegou lesão e abandonou a na metade a partida que definiria o rival de outro israelense, Dudi Sela. Jaziri também jogava a chave de duplas ao lado do espanhol Marc López e também abandonou antes de entrar em conta contra o israelense Jonathan Erlich e o tcheco Cermak Frantisek. Jaziri nunca comentou os abandonos, mas no circuito ea sabido que ele estava ameaçado pela fedeação de seu país de não ser convocado para a Davis. A ATP investigou as denúncias e procurada diversas vezes pela reportagem do Tênis News, à época, nunca comunicou uma conclusão.
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— TennisActu (@TennisActu) October 12, 2023









