Por Fabrizio Gallas
Francisco Costa, 33 anos, foi nomeado nesta segunda pela Confederação Brasileira de Tênis como o novo capitão do time brasileiro da Copa Davis. Nesta quarta, o jovem técnico que exerce a profissão há pouco mais de um ano concedeu gentilmente entrevista ao Tênis News onde falou que Gustavo Kuerten vem melhorando e deve ser convocado. Costa foi bem curto nas respostas e procurou não se envolver na polêmica saída de Fernando Meligeni bem como falou que um possível mau relacionamento de João Zwetsch com Flávio Saretta e Ricardo Mello, não vai interferir na convocação na equipe da Davis.
Chico teve seu melhor ranking no ano 2000 com o 140o. lugar, mesma temporada que disputou seu único jogo de Copa Davis com a França e derrotou Arnaud Clement na última partida. Mesmo com a pouca experiência de Davis ele parece tomar uma postura semelhante a seu antecessor, Fernando Meligeni, e só anunciar seu time dias antes do duelo. Ele desconversou quando perguntado se chegou a pedir algum conselho a “Fininho” após sua escolha para o cargo: “Meu relacionamento com demais jogadores e técnicos sempre foi de muita lealdade, dentro e fora das quadras”.
Costa considera que o momento atual do tênis nacional não é bom e só deixa claro que acredita em Guga e quer contar com ele para o duelo diante de Canadá ou Colômbia, mesmo o “manezinho” perdendo todos os jogos da temporada até o momento.
“Hoje temos uns 10 jogadores que estão mais ou menos no mesmo nível. Guga está jogando cada vez melhor e acreditamos que estará muito bem para o confronto”, garantiu Costa que deixou claro os critérios para a convocatória e objetivos à frente da comissão técnica da Davis: “Serão vários critérios: experiencia, momento, motivação, postura, entre outros. Serão convocados os melhores, além de alguns juvenis. O tênis brasileiro passa por um momento difícil, fruto de um sistema fracassado. Nossa tarefa será iniciar um processo de renovação de mentalidade no tênis brasileiro”.
Chico diz já ter tido uma conversa com todos os tenistas brasileiros, os mais importantes que possam ser chamados pelo menos. O gaúcho Marcos Daniel (que quase largou o tênis por não ter sido titular contra a Suécia em setembro) foi um caso especial e estará apto a ser chamado para uma possível convocação: “Já conversamos com ele e ele está à nossa disposição, assim como os demais jogadores”, declarou ele que não quis comentar sobre a opção de Meligeni de o deixar de fora no último confronto, mesmo sendo um dos melhores do país.
O Brasil enfrenta o vencedor de Canadá ou Colômbia que jogam no carpete de Calgary a partir desta sexta-feira. O duelo em território nacional também será jogado em Floripa no Resort Costão do Santinho entre os dias 6 e 8 de abril, valendo vaga para os playoffs do Grupo Mundial. Chico rejeitou o rótulo de que seja relevante mandar alguém para ver de perto jogadores canadenses e colombianos para o duelo deste final de semana: “Mais importante que ir ao Canadá, é acompanhar de perto nossos principais jogadores”, declarou o capitão que analisou as principais peças de ambos os times.
“Canadá tem um ótimo jogador, (Frank) Dancevic, um excelente duplista, (Daniel) Nestor e uma nova geração que está subindo. A Colômbia tem o (Alejandro) Falla, que é um jogador muito perigoso, (Santiago) Giraldo e (Carlos) Salamanca que são jovens que estiveram jogando no Brasil no ano passado. Independente de quem seja o vencedor, teremos um confronto difícil”, analisou.
Uma das polêmicas que pode mexer nas convocações e talvez traga problemas ao time é a presença de João Zwetsch na comissão técnica. Francisco trabalhará com Thomaz Koch, segundo melhor tenista do Brasil da história e maior vitorioso de Copa Davis para o Brasil e Zwetsch ex-técnico de Ricardo Mello e várias vezes de Flávio Saretta. Segundo os bastidores do tênis, Zwetsch teria tido vários problemas com ambos os jogadores. Chico disse que a presença de João no time não causará problemas na convocação desses jogadores: “(Esse problema) Não causará interferência (na convocação)”.
O capitão trabalha com o tenista Rodrigo Guidolim vê com bons olhos a aquisição de João e Thomaz para a equipe: “Thomaz é um exemplo de competência e humildade. João, um dos melhores técnicos do Brasil. Meu relacionamento com eles é de amizade e admiração. Estaremos trabalhando em conjunto, trocando idéias, opiniões e argumentos. Mas as decisões finais caberão a mim”.
Costa finaliza a entrevista dizendo que não pensou duas vezes antes de assumir o cargo de capitão da Davis e acredita que a posição em que está a partir de agora é dada ao seu forte trabalho: “Quando soube da seriedade do projeto e da confiança em meu trabalho, aceitei na hora. Chegar à Davis é uma consequência, não um objetivo”.









