De acordo com o jornalista argentino Sebastian Torok, o recém-reeleito Chairman da ATP, Andrea Gaudenzi, virá à América do Sul pela primeira vez desde que assumiu o cargo no final de 2019. Há 12 anos um presidente da ATP não vinha à região.
“Andrea Gaudenzi, presidente da ATP, reeleito até 2028, voltará à Argentina para o ATP de Buenos Aires”, escreveu Torok em seu perfil no X recordando as duas passagens de Gaudenzi pelo torneio argentino enquanto jogador em 2002 e 2003. Torok destaca que o calendário 2028 será tema das conversas.
Esta é a primeira vez de Gaudenzi em visita como Chairman da ATP a torneios realizados no continente sul-americano. O italiano é alvo de críticas no circuito, em especial por parte dos jogadores argentinos, por não incluir a região nos planos de ampliação do esporte e por ter supostamente ‘forçado' a organização do ATP de Córdoba, que completava a quarta semana da “gira sul-americana”, a vender a data.
Desde 2025, o torneio de Córdoba foi “rebaixado” a Challenger e a detentora da data, a empresa de marketing esportivo Octagon a direcionou para Mallorca, na temporada de grama. Córdoba não foi a única competição afetada pelas reformas propostas e aplicadas por Gaudenzi no calendário 2025, que contou ainda com a eliminação de torneios como Lyon (França), Atlanta e o tradicional Newport (ambos nos Estados Unidos). Relembre todas as mudanças, as maiores de 30 anos, aqui.
Diante destas críticas e dos questionamentos da imprensa, após anunciar a criação de um Masters 1000 de uma semana na Arábia Saudita para fevereiro de 2028, Gaudenzi expressou em outubro de 2025 que pretende manter a gira sul-americana: “Ter uma temporada na América do Sul e outra no Oriente Médio é um objetivo, mas concretizá-lo é um desafio”. (saiba mais aqui)
Não está claro ainda se Gaudenzi estenderá sua permanência na região e fará visitas também ao Rio Open e ao ATP de Santiago (Chile), que ocorrem nas semanas seguintes.
O diretor do Rio Open, Lui Carvalho, manifestou, em fevereiro de 2025, à ClayTenis o desejo de receber uma visita em seu torneio por parte de Gaudenzi ao ser perguntado se o italiano conhecia o evento: “Não. Nunca veio ao Rio Open. Já foi convidado várias vezes, mas por conta da agenda, nunca apareceu. É estranho. Eu adoraria que viesse, porque o Andrea é um cara muito visionário, e tenho certeza de que, se ele visse o que temos aqui, teria uma opinião diferente sobre o mercado latino-americano”.
Na mesma entrevista, Carvalho pontua a falta de influência política da região nas discussões da ATP, que está com o Conselho nas mãos de europeus e norte-americanos. “É uma pena, porque é um mercado de enorme potencial, com grande tradição esportiva, campeões históricos, público fiel e torneios sólidos. Às vezes me dá um pouco de pena que não haja ninguém lá dentro cuidando da gente. Essa é a verdade”, lamentou, ainda comentando que há um grande potencial de crescimento dos torneios e do esporte na região, mas falta um plano concreto de desenvolvimento.
Esta será a primeira vez desde 2014 que o Presidente vigente da ATP visita torneio na América do Sul. Naquele ano, Chris Kermode, então presidente da ATP, visitou a região e esteve no Brasil Open e no Rio Open.









