Horas após anunciar sua saída do ATP 250 de Hong Kong, que começa na segunda-feira, Arthur Fils, 39º colocado, tomou uma decisão e também desistiu da disputa do Australian Open, que começa no dia 18 em Melbourne.
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Ele se torna a segunda grande baixa do Grand Slam que já não terá Jack Draper, 10º colocado.
“Minha equipe e eu decidimos não jogar o Aberto da Austrália. Sei que muitos de vocês esperavam meu retorno na Austrália, mas ainda é muito cedo. Houve uma grande melhora na minha recuperação; minhas costas nunca estiveram tão saudáveis, me sinto bem e estamos trabalhando duro, mas ainda não estou 100% recuperado para voltar na Austrália. Prefiro estar 100% recuperado do que voltar cedo demais”, declarou Fils.
“Sinto-me bem. Minhas costas estão melhorando. Fiz a melhor ressonância magnética dos últimos seis meses, então, honestamente, houve progresso. Estamos treinando bem, voltando a nos esforçar ao máximo nos treinos. As pessoas não sabem todo o trabalho que envolve uma recuperação como essa, todas as horas na quadra e na academia para poder retornar na melhor forma. Para conseguir isso e voltar saudável, preciso passar por isso. É um processo longo, mas preciso fazê-lo. O mais difícil nessa reabilitação é ter paciência. Não é espetacular, não há avanços repentinos, é trabalho todos os dias, sem parar. O que mudou foi a qualidade do nosso trabalho, a atenção aos pequenos detalhes. Voltar cedo demais é fácil, mas para voltar forte preciso de mais tempo. Agora sei para onde estou indo”, destaca o francês que tem um novo método para sua reabilitação. Ele sofre com dores desde Miami e o problema aumentou em Roland Garros.
“Me lesionei em Miami, contra Zverev, e tenho dores nas costas desde então. Em Roma, novamente contra Zverev, senti uma dor muito forte. A pior parte foi arrumar a mala; eu não conseguia por causa da dor. Então o médico me disse a verdade: eu tinha uma fratura por estresse na lombar, e ele me perguntou se eu queria jogar Roland Garros. Decidi jogar. Pensei: ‘É Roland Garros'. Eu tinha jogado bem lá, estava em boa forma… Eu não queria parar”, explica Arthur, enquanto seu pai afirma que ele é um competidor nato e que poucas coisas o empolgavam mais. Foi uma decisão, claro, que acabou sendo muito cara.
“O médico me disse que a lesão não deveria piorar. Fizemos um pequeno pacto com ele: ele disse que se eu chegasse ao ponto de precisar tomar anti-inflamatórios, teria que parar. No meu primeiro jogo, contra o Jarry, comecei a sentir um leve desconforto nas costas. Contra o Munar, porém, foi horrível. Doía demais. Eu não aguentava mais, então tomei um comprimido. Sabia que não conseguiria jogar o próximo set… mas eu precisava vencer, então consegui, com bravura e coragem”, explica o francês calmamente.
“Não estou realmente preocupado, porque lesões fazem parte da vida de um atleta. Vou levar o tempo que precisar: tenho 21 anos, ainda tenho uns 10 ou 15 anos de carreira pela frente, não é uma corrida de curta distância. Agora estou cuidando muito melhor da minha saúde: comecei a trabalhar com uma nutricionista, que está comigo 24 horas por dia, 7 dias por semana, e preparou um plano específico para cada dia da semana. É um plano detalhado com tudo o que devo comer e quando.” O objetivo? Perder peso e reduzir o percentual de gordura corporal, o que deve levar a um melhor condicionamento físico, menos estresse para o corpo e, portanto, uma menor probabilidade de lesões nas costas.
“Agora tudo está regulamentado. Perdi muito peso. Também estou trabalhando com chefs, com pessoas que entendem de culinária, adicionando muitas vozes novas para que meu projeto possa crescer. Acho que estou no caminho certo agora, então devo continuar por essa estrada.”
“Sei que sou capaz de fazer melhor do que já fiz. Com todo o esforço que estou dedicando, sei que posso vencer grandes torneios, melhores do que os ATP 500 que já ganhei. Meu objetivo é chegar até o fim em todos os torneios; sei que sou capaz, e agora preciso provar isso a mim mesmo. Sempre disse que queria ser o número um do mundo e ganhar Grand Slams: agora, depois de tudo o que passei, há um significado mais profundo por trás dessa afirmação.”









