Jelena Dokic tinha apenas 15 anos quando venceu sua última partida no Aberto da Austrália depois do triunfo desta segunda-feira sobre Tamira Paszek, da Áustria.
Mais tarde ela viveu o pesadelo com diversos problemas famuiliares, depressão, fim de carreira antes de seu retorno que vem se consolidando no início desta temporada.
“Algumas vezes você tenta acreditar, ter fé. Deus foi minha prioridade número 1. eu me voltei pra ele. Somente pessoas perto de mim puderam me ajudar. Ano passado eu ainda estava tentando, me dei seis meses para estar aqui e agora quero segurar, não voltar ao que eu era, aquele estágio em minha vida“, disse a tenista de 25 anos.
“Vencer hoje é sensasional. As pessoas pensam que vencer a primeira de um Grand slam é simples, mas pra mim é muito. Eu tive que lidar com situações fora de quadra que hoje eu até faço piada. Eu ainda fico nervosa em algumas partidas, mas curto muito o que faço. Eu fui ao inferno e voltei. Vou tentar meu máximo e quem sabe entro no top 50, top 20 e jogo por mais alguns anos”, destacou a tenista número 189 da tabela.
Dokic chegou ao posto de número quatro do mundo no início da carreira, mas foi perseguida por seu pai Damir e chegou a perder o relacionamento com a mãe, Liliana, o qual vem reatando aos poucos. Somente no ano passado voltou a falar com seu irmão, Savo: “Eu ainda sinto que os perdi”, disse a tenista que chegou a ficar sete meses sem pegar na raquete e engordou.
“Eu era muito nova e não tinha muita idéia do que acontecia. Foi difícil lidar com aquilo tudo, não era fácil jogar daque forma. Eu simplesmente surtei com 19 anos”.









