‘Eu voltei'

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Por Gabriel Vieira


“Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei pr'as coisas
Que eu deixei
Eu voltei!…”

São com os versos acima da música de Roberto Carlos “O portão” que começo a escrever sobre o 3º título de Rafael Nadal em Indian Wells. O espanhol, que voltou mês passado circuito depois de 7 meses, levantou o terceiro troféu em quatro torneios disputados neste . A história (re)começou a ser contada no Brasil Open, onde sagrou- bi, e em Acapulco onde foi campeão absoluto. A conquista do , foi importantíssima para o espanhol deslanchar na carreira em 2005, e parece que a história está se repetindo.

Nestes sete meses, ouvimos rumores que Nadal voltaria no US Open, o que não se concretizou, rumores que voltaria no Australian Open, que não se concretizou, e até mesmo rumores sobre uma precoce do espanhol. Depois da derrota na final de Viña Del Mar, aquela parecia ser, para os céticos, o início do fim.

Após Acapulco, nada mais natural que Nadal parasse por um e voltasse apenas em Monte Carlo, pois o retorno era precoce, e a superfície de cimento seria mais agressiva para seu em recuperação. Até mesmo site chegou a anunciar, erroneamente, que o canhoto espanhol não disputaria o primeiro da temporada. Mas, ele surpreendeu a todos e resolveu arriscar. E foi um tiro certeiro no escuro!

Na estreia, sofreu um pouco no primeiro set, mas jogou no segundo e passou. Na , avançou automaticamente por desistência do adversário. Nas , teve uma parada duríssima contra o valente Ernests Gulbis e precisou de 3 pra avançar.

Nas quartas, ocorreu o 29º confronto contra Roger Federer, e pela 19ª vez triunfou, diante de um adversário longe da forma física ideal. Na semi, jogou muito bem contra e venceu em sets diretos.

Na grande final, enfrentou Juan Martín Del Potro, que vinha embalado por vitórias consecutivas sobre Murray e Djokovic, inclusive acabando com a série invicta de 22 vitórias do líder do ranking.

Debaixo do forte calor californiano, o tenista de Manacor abriu 3/0 no 1º set, sendo agressivo e o adversário ainda buscando seu melhor jogo. Teve a chance de abrir 4/0, mas foi quebrado após bobear no 40/30, e a partir de então, o argentino ganhou confiança e passou a fazer seu jogo, com direitas poderosas. Mantendo o embalo, empatou o set em 3/3. Passou a subir à rede, bateu com mais força na bola e chegou a uma nova quebra contra o espanhol. No décimo game, fechou em 6/4.

A tática do espanhol era atacar a esquerda do rival. Mas, o momento era do argentino, que abriu 3/1 no segundo set e se encaminhava para o primeiro título de Masters 1000 da carreira. Só que do outro lado da quadra estava Rafael Nadal, vencedor de 11 , 599 vitórias na carreira, sedento pelo título para coroar de vez seu retorno as quadras após a parada forçada. No sexto game, devolveu a quebra, acelerou seu jogo e fechou em 6/3.

No terceiro e decisivo set, o tenista de Tandil, aparentando nervosismo, errou mais, e Nadal, mais inteiro fisicamente, conseguiu uma quebra. No penúltimo game, o argentino ainda salvou bravamente 3 match points até confirmar, mas no game seguinte o número 5 do ranking enfim fechou, se atirou ao chão, e vibrou como se fosse a primeira vez.

Foi o 22º título de Masters 1000 do agora tricampeão de Indian Wells, retomando a liderança e o de torneios deste tipo conquistados. Pra ficar melhor, ainda foi a 600ª vitória na carreira, o que o torna o 20º tenista mais vencedor da história. Também, foi o primeiro título do espanhol numa quadra hard desde Tóquio 2010.

Assim, Nadal, que deverá pular Miami e voltar só em Monte Carlo, ultrapassa David , e é o número 4 do mundo. Já Del Potro permanece como sétimo melhor do ranking, desperdiçando a chance de ascender a sexta colocação em caso de título.

O fenômeno Rafael Nadal, 26 anos, que tem o outro “fenômeno” como seu ídolo, tal qual o último deu a volta por cima após uma lesão seríssima, mostrou a todos que está, incontestavelmente de volta!

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