A Associação Americana de Tênis, a USTA, anunciou a escolha do piso rápido para o duelo diante da Espanha em julho a ser realizado na cidade de Austin (Texas) nas quartas de final da Copa Davis. Mas a Espanha entrou com um recurso na ITF reclamando do mesmo.
A alegação da RFET (Real Federação Espanhola de Tênis) é de que a escolha da superfície ficou fora das normas dadas pela Federação Internacional de Tênis. Segundo a entidade espanhola, o piso escolhido foi igual ao utilizado no ATP 250 de San Jose (Califórnia) que só é usado neste evento. Segundo as regras, um piso só pode ser usado em jogos da Davis se está em pelo menos três eventos nível ATP do circuito. Ainda assim, o piso de acrílico escolhido e a empresa que o produz não está nem homologados junto à ITF.
O presidente da RFET, Jose Escañuela, compareceu a uma coletiva de imprensa durante o ATP de Barcelona nesta terça-feira ao lado do capitão espanhol, Albert Costa, e explicou que o recurso foi apresentado na última semana, dia 14 de abril.
“É uma quadra que não conhecemos, porque não cumpre com a norma. Só um jogador nosso jogou nela, Fernando Verdasco (ganhou San Jose em 2010). Então é um problema pois não poderiamos treinar previamente já que esta quadra não está homologada”, lamentou Albert Costa.
Em 2007, a Espanha foi à Winston Salem, nas quartas de final, e perdeu em uma quadra parecida. Foi feito um protesto sobre o mesmo problema, que não foi acatado pela ITF.
“Só queremos o fair-play e que a norma seja cumprida. Se a federação quer que a competição seja o tão importante como é, terá que respeitar o espírito esportivo e a vontade dos jogadores como aconteceu com o sucesso do hawk-eye”, disse Escañuela.
A aprovação da quadra padece de uma inspeção da ITF a ser feita no dia 28 de abril.








