Grigor Dimitrov, ex-top 3 do mundo, conta com uma equipe técnica renovada para o ATP 500 de Acapulco, no México, onde estreia nesta terça-feira, às 21h, contra o francês Terance Atmane, com transmissão do Disney+ Premium.
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O ex-número 3 do ranking ATP e 11 vezes campeão de torneios de nível ATP, David Nalbandian, juntou-se recentemente à equipe do búlgaro, agregando ainda mais experiência a um time que já havia recebido o ex-Top 20 Xavier Malisse no início da temporada. Para Dimitrov, os primeiros sinais são animadores.
“Eu já os conhecia separadamente, e também ajuda ter jogado contra eles algumas vezes”, disse Dimitrov em entrevista à ATP antes de sua participação em Acapulco. “É bom quando você consegue se identificar com alguém com quem já jogou. Eles estão aposentados há mais de 10 anos, mas também não faz tanto tempo assim. No começo, quando comecei a conversar com eles, percebemos que tínhamos pontos em comum e eu conseguia me identificar com eles em relação ao momento de suas carreiras, lesões, estratégia de jogo, pensamentos e tudo mais. De certa forma, aconteceu de maneira muito natural. No momento, ainda estamos nos adaptando, porque é tudo muito novo para nós, mas já temos clareza sobre o que precisa ser feito e como queremos abordar o jogo.”
Dimitrov tem um histórico de 2 a 1 contra Malisse e perdeu seu único encontro com Nalbandian no Queen's Club em 2012. Mais de uma década depois, os antigos rivais estão agora unidos na busca de um objetivo comum.
A retomada do circuito acontece após uma frustrante temporada de 2025, durante a qual Dimitrov foi forçado a abandonar devido a uma lesão repentina no peitoral enquanto vencia Jannik Sinner por dois sets a zero em Wimbledon. Foi um revés que o limitou a apenas mais uma aparição antes de voltar sua atenção para a nova temporada.
Com apenas uma vitória em seus três primeiros jogos neste ano, o tenista de 34 anos espera que o retorno a Acapulco — onde conquistou o título em sua estreia, em 2014 — possa reacender seu bom momento.
“Cheguei mais cedo. Só queria garantir que pisaria na quadra por algumas horas a mais”, disse Dimitrov, que estreia contra Terence Atmane na quarta-feira, no ATP 500. “Os últimos meses foram um pouco turbulentos. Não consegui treinar tanto quanto gostaria, nem jogar mais partidas.”
A campanha de 2014, na qual derrotou Andy Murray em uma semifinal épica de três sets, permanece uma lembrança querida, mas Dimitrov está focado no presente.
“Sempre vou guardar as boas lembranças”, disse Dimitrov quando perguntado sobre aquela campanha. “Toda vez que entramos no mesmo torneio, é o mesmo torneio, mas é um novo ano. Estou sempre tentando construir em cima desse novo hábito, seja qual for a nova preparação.
“Estou sempre tentando me entender. Espero conseguir realmente implementar esses aprendizados e garantir que me sinta bem quando entrar em quadra.”
A lesão no peitoral, que o afastou das quadras por três meses entre Wimbledon e Paris, também lhe proporcionou um período de reflexão. Enquanto busca retornar à forma que o levou a conquistar o título do ATP Finals de 2017, Dimitrov reconhece os ajustes internos necessários.
“Tive que mudar algumas coisas, gostasse ou não”, disse Dimitrov sobre sua lesão. “Foi mais um trabalho que precisei fazer por mim mesmo, mais do ponto de vista mental. Tive que mudar muita coisa e isso mexeu um pouco com a minha cabeça. Mas é normal, e estou tentando encontrar o lado positivo. Nunca tinha me lesionado ou ficado tanto tempo afastado do esporte, então foi uma experiência completamente nova.”









