Técnico do número 1 do mundo, Novak Djokovic, o eslovaco Marian Vajda concedeu entrevista ao jornal britânico The Telegraph e apontou a derrota nas quartas de Roland Garros em 2010 como momento da virada de seu pupilo agora dono de seis Grand Slams.
Na época, sérvio liderava sobre o então 27º do mundo por 2 sets a 0 e uma quebra, mas deixou o rival virar ficando fora da semifinal: “Aquela derrota foi a virada. Depois daquilo, convenci a ele trabalhar mais duro”, declarou seu treinador, Marian Vajda logo após o tetra do Australian Open.
“Comecei a trabalhar com ele em 2006 e lembro ele dizendo que gostaria de ser número 1 e realmente senti isso.
O primeiro Major do sérvio veio em 2008 na Austrália para se estabelecer no top 3 até voltar a vencer um Slam três anos depois: “Ele tinha dificuldade de retornoar após o primeiro Slam, não estava paciente. Me perguntava, ‘Quando ? quando ?'. E eu dizia ‘Demora um tempo, você trabalhar isso, mais isso. Quando você juntar essas coisas, estará bem'”, disse o técnico.
“Falei a ele para não apressar, mas houve um período em 2009 onde ele acelerava as coisas e não estava acreditando. Não foi um bom ano, ele teve altos e baixos.”
Vajda comentou sobre a ajuda que Novak recebeu do ex-top 10, Todd Martin.
“Ele pediu ajuda ao Todd Martin para melhorar seu saque pois seu serviço não era legal e seu forehand era curto. Mas se você é capaz de vencer jogos sem um bom serviço e sem golpes potentes do mundo, mostra o quão forte é mentalmente. A vinda do Todd não foi muito produtiva, nós dividíamos semanas, eu e ele. Esse processo acabou não sendo bom, a química não estava lá. Eu fiquei por trás, esperando, não o deixei pois entendia o processo técnico. Sabia que o Djokovic tinha talento e era aberto e só queria ajustar algumas coisas”.
“Mesmo quando ele voltou pra mim, eu queria que ele trabalhasse mais, mas ele algumas vezes estava escapando. Mas quando ele voltou, veio focado, vencendo pontos importantes, ficou um lutador, sem desistir de nenhuma bola. Depois daquela derrota pro Melzer em 2010, ele olhou dentro de si e passou a ter o momento da virada”.









