Jovem talento alemão com origem chilena, Diego Dedura concedeu entrevista ao podcast Raquetes e Palas e deixou suas preferências de torneios e quadras. Para ele a grama não é para os tenistas.
“Acho que essa é a coisa mais importante no tênis: sempre continuar. Você não pode desistir porque teve uma semana ruim. Em algum momento, você vai ter uma virada, e eu tive uma agora. Você tem que continuar trabalhando. Meu principal objetivo é jogar os Grand Slams, embora provavelmente não na grama, porque não gosto muito. Grama é para golfistas, não para tenistas. Quero jogar o US Open e depois me classificar para o NextGen Finals, que é o maior objetivo, porque, para ser sincero, tem muito dinheiro em jogo, e é importante para a minha carreira.”
O jogador de 18 anos, número 259 do mundo, comentou não querer muitas expectativas sobre o futuro: “Você não controla seu ranking nem como joga. A única coisa que você controla é como pensa na quadra, o quanto se esforça. Se eu cair no ranking, é porque joguei contra um bom jogador e ele me venceu; não posso controlar isso. Mas como reajo ou como penso depois das partidas, isso é algo que posso mudar. Aí tenho uma boa semana e recupero esses pontos.”
O tenista apontou como se comporta na quadra e que não é de bebedeira para celebrar: “Na quadra, sou um lutador, um cara que quer ganhar 100%. Fora da quadra, sou um cara bem tranquilo. Sou muito desorganizado, gosto de ficar calmo… Porque o tênis é muito exigente. Na quadra, tenho muita adrenalina, mas fora dela, gosto de fazer tudo com calma. Não gosto muito de comemorar, como aqueles jovens de 18 a 22 anos que bebem muito, não curto esse tipo de coisa”, confessa.
Dedura Palomero fala sobre o papel dos pais em sua carreira. O tenista alemão, que fala espanhol fluentemente por conta de sua ascendência, também comentou sobre sua crescente presença na mídia nos últimos meses. “A mídia sempre te pressiona, e você também joga com muito mais pressão. Ganhei muita experiência jogando profissionalmente. Por exemplo, o ano passado foi a primeira vez que joguei um ano inteiro. Minha mentalidade está amadurecendo muito; estou melhorando cada vez mais em situações difíceis. Para mim, as derrotas são mais importantes do que as vitórias. Porque é quando você ouve mais os treinadores. Depois das derrotas, seu ego sofre um pouco.”
O que surpreende é que Diego não escolheu o tênis e sim seu pai: “Jogar tênis não foi exatamente uma decisão minha, porque meu pai começou a me treinar quando eu tinha três anos. Chegou a um ponto em que se profissionalizou tanto que eu disse: ‘Ok, tenho que seguir esse caminho e vou me dedicar ao máximo.'”
“Passei por tudo isso com meus pais, inclusive com minha mãe, que também é treinadora. Graças a eles, nem sempre precisei tomar decisões sozinho. Eles sempre me ajudaram, por exemplo, com contratos. É importante ter alguém ao seu lado que queira o melhor para você.”
Seu pai também atua como seu treinador, algo crucial para o seu desenvolvimento. “Meu pai e eu sempre conversamos porque não gosto de ouvir muitas coisas quando a partida está tensa. Gosto de manter a calma e a cabeça fria. Às vezes, alguém faz um comentário e eu peço para a pessoa ficar quieta. Posso fazer isso com meu pai, mas não poderia dizer essas coisas para outro treinador que está em um cargo superior. Ainda é muito difícil ver meu pai como treinador, mas eu disse que tinha que aceitar, e acho que está funcionando mais ou menos bem.”









