Criando Talentos – é muito mais que jogo

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Por Renato Garcia,técnico do time juvenil do Minas

A News tem o orgulho de apresentar a mais nova coluna do . Desta vez o tênis juvenil será explorado de todas as formas por Renato Garcia, técnico da equipe juvenil do Minas Tênis Clube em Belo Horizonte, patrocinado pelo Banco do Brasil e Diadora. Renato todo mês dará dicas e instruirá os jovens talentos a explorarem seu máximo para se tornarem bons profissionais e até . Hoje o primeiro tema é sobre treinamento e como o jovem deve encará-lo! Não perca! Tire suas dúvidas com Renato!

Renato Garcia

Treino é muito mais que treino: Treino é jogo!

No meio esportivo, mais especificamente no futebol, vários técnicos e utilizam uma frase para justificar um baixo rendimento em treinamentos:“Treino é treino, jogo é jogo” (Didi, ex-jogador e técnico).

No caso do tênis, acredito ser fundamental para os tenistas infanto-juvenis entenderem que só há uma maneira de ser bem sucedido em sua carreira. Esta maneira é treinar com a mesma que um jogo extremamente difícil te exige. A forma como o tenista joga é reflexo do seu treinamento, da sua dedicação no dia-a-dia. Obviamente, conhecemos vários casos de tenistas que treinam muito bem, mas que na hora do jogo (por algum motivo específico) não consegue ter o mesmo rendimento dos treinamentos. E existem jogadores que conseguem na hora do jogo sobressair em função de sua habilidade, apesar de não treinar da forma mais correta.

No entanto, à medida que se tornam mais velhos, essa tendência diminui bastante. Um garoto de 12 anos que depende única e exclusivamente de sua “mão habilidosa” para vencer, caso não desenvolva suas demais capacidades (técnica, tática, física e psicológica), muito provavelmente não terá o mesmo sucesso aos 16 ou .
Além disso, o jogador que se acomoda jamais saberá qual o seu potencial, pois não procurou desenvolve-lo máximo, o que até mesmo poderá deixa-lo em relação ao esporte. Ele poderá no futuro se arrepender, imaginando até onde poderia ter chegado caso tivesse treinado de maneira mais séria.

O jogador que treinar com uma postura determinada, com certeza saberá que atingiu o seu máximo, não se arrependendo do tempo que dedicou ao esporte.

É fundamental que o tenista entenda o que é essa postura correta para os treinamentos. Vai muito além do cumprimento de tarefas e horários.
Deve existir uma cobrança do próprio tenista sobre a forma correta de se treinar. O com certeza deve orienta-lo, mas o tenista sabe muito bem quando se propôs a treinar de forma séria. Essa cobrança por parte do tenista deve ser diária, não aceitando “perder” nenhum dia do seu treinamento. O dia que não mexeu as pernas como deveria, o dia que não treinou fisicamente com a intensidade necessária, com certeza são dias de treinamento perdidos. E quem os perdeu, foi o tenista e não o seu treinador.

Como isso pode ser observado no dia-a-dia?

O tenista deve ter consciência da postura correta e deve se cobrar durante todo o treinamento. Caso o treinador faça uma observação, deve ser colocada em prática imediatamente. Por , se o treinador o orientou para fazer determinada movimentação após um golpe, ele deve saber que nas próximas situações semelhantes, só serve fazer daquela maneira. O tenista que não assimila essas orientações, com certeza irá escutar novamente essas mesmas orientações. ISSO É SINÔNIMO DE TEMPO PERDIDO. E a culpa não é do treinador, é do tenista que não se empenhou.
Outro muito comum é a forma como se lida com os . Várias vezes observamos tenistas juvenis reclamarem que um golpe específico é ruim, mesmo tendo acertado o determinado golpe 10 vezes antes de cometer 1 erro. Esse é um processo natural, que faz parte do desenvolvimento do tenista e que deve ser encarado como necessário para o seu aperfeiçoamento.

Algumas vezes não é o golpe que seja ruim, mas sim a concepção do que deveria ser feito naquela determinada situação do jogo. Basta um erro para que o tenista desabe, iniciando um processo de constantes ções. A postura correta é procurar saber se houve um erro técnico ou estratégico, procurando corrigi-lo.

A forma como o tenista reage às dificuldades no treinamento também se reflete no jogo. Portanto se o tenista costuma “chutar o balde” no treinamento (jogando a raquete no chão, abaixando a cabeça, reclamando ou soltando vários palavrões), muito provavelmente terá a mesma postura em seus jogos. Na primeira que surgir, irá se entregar. Não aceite treinar com essa postura, se cobre para que se esforce ao máximo no dia-a-dia, pois só assim terá sucesso.

Finalizando, gostaria de citar alguns exemplos de postura e dedicação que observo em jogos e torneios: Henrique Cunha, Fernando Romboli, , Natália Rossi e Bárbara Oliveira. Alguns desses atletas nunca vi no dia-a-dia, mas com certeza devem ser bons exemplos de postura em treinamentos.

Elementos necessários para se ter uma postura positiva nos treinamentos:

Persistência
Objetivos e metas
Superação
Trabalho árduo
União (com companheiros de treinamento)
Raça
Atenção

Sobre Renato

Renato Assis Garcia, 27 anos, é Graduado em Educação Física pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.

Foi técnico da da equipe juvenil – Pampulha Iate Clube (PIC – Belo Horizonte) de 2000 a 2004 e a equipe juvenil do Banco do Brasil/Diadora/Minas Tênis Clube (MTC).

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