Por Fabrizio Gallas – O Tênis News bateu um longo papo com o ex-número 3 do mundo, Guillermo Coria, e pediu para que ele analisasse o confronto entre Brasil e Argentina na Copa Davis. El Mago elogiou os brasileiros e falou do protagonismo de Del Potro.
Coria, que disputou apenas quatro eliminatórias de Copa Davis defendendo o azul celeste argentino, esteve presente apenas no primeiro dia de disputa entre seu país e o Brasil, em Tecnópolis, e foi surpreendido pela performance de João Olavo Souza, o Feijão.
“Eu vi pessoalmente a partida entre Souza e (Carlos) Berlocq, e me surpreendeu muito o nível apresentado por Souza. Eu não o conhecia, na verdade, e me surpreendeu a movimentação e a potência que tem”, elogiou o hermado que viu o confronto todo como muito “disputado” e “emocionante”.
“Com Bellucci, Souza e com essa dupla muito forte jogar com o Brasil vai ser muito difícil, principalmente se for no Brasil. Vai ser uma equipe difícil de ser batida”, analisou a equipe tupiniquim destacando que observou Thomaz Bellucci muito ‘errático', mas destacou que gosta do brasileiro enquanto jogador: “Se ganhar a confiança e acerta alguns pontos destes erros, pra mim é um jogador que gosto muitíssimo. Porque o vejo com um jogo importante para estar entre os 30 melhores do mundo e ali estar”, opinou.
Amigo de muitos brasileiros, Coria dividiu a vida no circuito com nomes como Guga Kuerten, Flavio Saretta, Ricardo Mello, André Sá e mesmo Bruno Soares e Marcelo Melo e lamentou o fato de jogadores e torcedores brasileiros terem tido problemas com os locais na segunda-feira, último dia do confronto. “Não vejo o Brasil como um rival, como acontece no futebol. Os brasileiros são sempre pessoas bacanas, muito amáveis, boa gente mesmo”.
Coria, ao contrário de seus contemporâneos, é o tenista que está mais próximo da federação local (AAT), a quem já prestou serviços de conselheiro técnico e estrutural. El Mago se diz de acordo coma mudanças pedidas por Juan Martín Del Potro e a nova estrutura imposta: “Hoje se dá mais atenção aos juvenis e toda a estrutura para a Copa Davis. Este é caminho que se deve tomar se se quiser ganhar a Copa Davis. Tem que haver união!”, decretou.
O país, que sempre apresentou grande times em termos de talento e esbarrou nas brigas internas para vencer uma Copa Davis (a Argentina tem quatro vice-campeonatos), tem hoje, ao menos na visãod e Coria, um novo expoente: Del Potro: “É muito importante ter Del Potro de volta, isso aumenta as chances da Argentina em qualquer superfície. Por outro lado, tem o nível que Leo Mayer vem tendo, que é algo importante. Outra vez, Del Potro é candidato a brilhar na Copa Davis e ser um possível agente realizador”.
Coria vê Daniel Orsanic como a pessoa certa para tocar este novo projeto em busca da vitória: “(Ele) é um bom capitão e acredito muito que pode ajudar a equipe. É uma pessoa muito tranquila, humilde e tomara que possa mesmo ter um bom trabalho”, disse esperançoso.
Sobre o próximo rival argentino na Copa Davis, Coria torce para que Novak Djokovic aceite jogar na Argentina pelas quartas de final do Grupo Mundial do torneio: “Tomara que o Djokovic venha jogar. É uma eliminatória muito importante, ter o número um do tênis em nosso país é muito importante, sobretudo para os amantes do tênis, e seria uma disputa muito boa com Del Potro jogando, seria uma das melhores eliminatórias que se podia ter em nosso país. De qualquer forma, falta muito tempo”.









