Por Paulo Muñoz, professor da USTA – Considero a escolha da empunhadura na hora da batida uma das mais complexas escolhas do jogador.
Muitos atletas me questionam: qual a empunhadura certa ou qual a melhor empunhadura para se jogar tênis ?
Essa resposta à verdade não existe. As empunhaduras são peculiares de cada bola, de cada jogada.
É importante a compreensão de alguns detalhes; quanto mais viramos a raquete fechando a cabeça da raquete em direção ao solo, para empunhadura chamada de western gripe (aquela bem virada), estamos trocando profundidade da bola por efeito de giro na bola (spin), e quanto mais vertical ao piso (empunhadura continental), estamos ganhando profundidade de bola e diminuindo o efeito de giro da bolinha.
É importante saber que a mudança da empunhadura necessita sempre do que eu chamo de pré-requisitos.
Exemplo a empunhadura mais continental requer que o jogador faça uma trajetória mais plana com a raquete, isto é, que o ângulo de entrada da raquete na bola quase não sofra variação, raquete e bola estarão alinhadas na altura.
Conforme vamos alterando as empunhaduras, precisamos mudar também o ângulo de ataque à bola, isto é acentuar mais essa diferença da entrada da raquete na bola, para a empunhadura easten por exemplo, poderá ser por volta de 15 graus e o ponto de contato com a bola devera ser à frente do corpo próximo a altura da cintura, mais ou menos o ponto aonde cumprimentamos as pessoas na rua.
Se girarmos a empunhadura em direção à pegada de western precisaremos mudar o ângulo de entrada da raquete na bola para mais ou menos 45 graus e a altura ideal da bola deverá ser próximo ao peito do jogador.
Vejo muitos jogadores que fazem apenas a mudança de empunhadura sem respeitar esses pré-requisitos, ou querem jogar o jogo todo com uma mesma empunhadura, isso inviabiliza um serie de jogadas. Exemplo: vou pegar uma bola no fundo que o adversário me fez recuar bem, se eu usar uma empunhadura bem virada, tipo western, e puxar bastante efeito, minha bola sairá mais curta, facilitando ele finalizar o ponto na próxima bola, o mais apropriado seria uma empunhadura mais para o continental para manter a bola no fundo da quadra e cortar o ataque do oponente.
Não posso pegar uma curta baixinha com uma empunhadura que não seja a continental para que eu possa elevar a bola novamente, se usar uma easten, facilmente colocarei a bola na rede.
Enfim são milhares de casos que o jogador precisa analisar rapidamente, escolher a empunhadura ideal, e compatibiliza-la com o modelo do golpe.
Empunhadura mais reta é igual a bolas mais fundas de menos giro empunhaduras mais deitadas é igual a bolas mais curtas e com mais giro.
Anteveja a jogada e tome suas decisões.
Obrigado e até a próxima dica!
Sobre Paulo Muñoz
Sócio da loja Planet of Champions, no Rio de Janeiro, é Membro da United States Racquet Stringer Association (Associação Internacional de Encordoadores – USRSA) matric nº 28477, Profissional da Associação Americana de Treinadores de Tênis, Membro da International Tênis Federation (ITF),Professor de Educação Física (CREF) nº 10184.
Cursos da CBT nível I, II, III, e treina atletas desde 1976.
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