A belga ex-número 1 do mundo, Kim Clijsters, criticou as muitas mudanças de treinador realizadas pela britânica Emma Raducanu que no início da semana rompeu com o espanhol Francis Roig, com quem trabalhou por seis meses e tornou-se seu oitavo treinador em dois anos.
“Quando ouço coisas assim, fico curioso para saber quem está tomando essas decisões. É ela? O agente dela? O pai dela? Há muitas coisas que me intrigam nessa situação. Quem está tomando essas decisões por ela? Quem a está fazendo entrar em pânico tão rapidamente?”, iniciou questionando a ex-número 1 do mundo.
“Porque ela já teve ótimos treinadores no passado, treinadores que dedicam tempo e sabem que desenvolver e modificar uma técnica e um plano de jogo tático leva tempo. Trabalhar nisso leva tempo”, pontua a ex-número 1 do mundo que em suas três passagens pelo circuito profissional trabalhou com seis treinadores diferentes.
Clijsters então critica de maneira muito direta a britânica: “Para mim, é quase como um clube de futebol; é como uma abordagem no futebol quando eles têm alguns jogos ruins no início da temporada e acabaram de contratar um novo treinador, e depois de alguns jogos eles perdem, eles o demitem e então partem para o próximo”.
A belga foi número 1 do mundo em simples e duplas sob comando do compatriota Carl Maes, com quem trabalhou entre 1996 e 2003 e, posteriormente, entre 2011 e 2012, que foi o ano de sua segunda aposentadoria do tênis.
Clijsters que trabalhou ainda com nomes como Marc de Hous (2002-2005) e Wim Fissette (2009 a 2011) tem conselhos a dar a Emma Raducanu: “Acho que seria bom para ela aprender a se esforçar e encontrar alguém com quem realmente se conecte, e então trabalhar duro para construir um relacionamento de coaching mais duradouro, mantendo esse foco no longo prazo em mente, ou na mente de quem tomar essa decisão”.
“Um treinador precisa de tempo para fazer seu trabalho, não é? E trata-se de encontrar o equilíbrio entre se dar tempo para confiar no coach e se dar tempo para os efeitos que um coach pode ter”, finalizou a belga dona de seis títulos do Grand Slam, quatro em simples e dois em duplas.









