Medias
Medias

‘Cheguei a pensar em parar, mas não em largar o tênis', confessa Nadal

Compartilhe:

Bicampeão do torneio de , o abriu seu coração em uma jornal francês ‘L'Equipe' e falou sobre o que passou por sua cabeça em alguns dos momentos mais difíceis de sua cabeça.

“A vida não se trata apenas de vencer e conquistar títulos. A felicidade é mais importante que vencer e em certos momentos estive com muitas dúvidas”, comentou o sobre as semanas que antecederam os de Roma e . “Nos meses anteriores tive problemas físicos com dores mais fortes que as que eu estava acostumado a suportar. Em um como o tênis não seria possível prosseguir assim, me sentia como se tivesse perdido a energia e parte do meu ânimo”.

“Após a derrota diante de , em Monte Carlo, me reuni com minha equipe para analisar o que estava acontecendo. Essa foi minha no saibro nos últimos . Estava muito exausto mentalmente e não me sentia eu mesmo. Queria tênis, mas a minha tolerância à dor estava quase nula e isso me impedia de adotar uma postura positiva. Nunca havia sofrido um baque como esse. Conversamos em Monte Calor e decidimos ir para Barcelona. Comecei a me sentir bem, motivado, mas quando entrei na contra Mayer não sentia nada, nem energia, nem prazer, nem paixão”.

“Pensei muito seriamente em parar durante um tempo, mas nunca em deixar o tênis. Apenas pensava na possibilidade de parar para e recuperar meu e meu espírito desportivo. Não sei quanto tempo levaria isso, talvez até o fim do ano ou antes. Se houvesse optado por parar, não teria vindo a Wimbledon, pois parar um mês não teria sentido algum”.

“Encontrei a inspiração para poder continuar. Pensava que, se tivesse a atitude adequada, voltaria a me sentir competitivo e mudaria o que precisava . Minha equipe cogitou a hipótese de desistir de e ir diretamente para Roma e Roland Garros, mas eu já havia decidido não parar, muito menos deixar de jogar em Madri, um torneio tão importante para mim pelo simples fato de poder jogar diante do meu público”, relembrou.

“Gostaria de ter podido jogar em meu máximo nível nos grandes torneios. As lesões são normais em de elite, mas acredito que sofri muito mais que os outros. Agora, estou fazendo todo o possível para estar competitivo em Wimbledon e devo seguir jogando com a atitude correta”, concluiu o espanhol, que será o terceiro cabeça de chave no torneio.

Noticias Relacionadas

Quer acompanhar as últimas notícias?