Por Ariane Ferreira – O Brasil vai encarar o tradicional time americano, 32 vezes campeão da Copa Davis, no retorno ao Grupo Mundial após dez anos de ausência. Os jogos serão no piso rápido coberto de Jacksonville, na Flórida, para um público acima de 10 mil pessoas.
O time brasileiro, 16º no ranking mundial, coleciona 148 duelos em 65
participações na disputa organizada pela ITF (Federação Internacional de
Tênis), sendo 84 triunfos e 64 derrotas, três delas para os rivais em 2012. O
Brasil aposta todas as fichas nesta primeira etapa de Grupo Mundial, após bater
na trave nas últimas três edições de playoffs para o grupo.
O time americano, 6º do ranking, é o maior campeão da história do torneio, somando sua última conquista em 2007 diante da Rússia, em Portland (Estados Unidos). A equipe tenta superar suas últimas eliminações para a forte Espanha,
em 2011 nas quartas de final e em 2012 na semifinal, e busca ter um bom
inicio para brigar pelo 33º título.
Jim Courier capitaneia uma escalação modesta em comparação ao time que até ano passado contava com Andy Roddick e Mardy Fish. John Isner e os irmãos Bob e Mike Bryan são seus principais
nomes. Carta na manga do capitão, os duplistas, que possuem retrospecto de 20 vitórias e duas derrotas em Copa Davis, tentarão superar a forte parceria brasileira com Bruno Soares e Marcelo Melo.
Retrospecto
Brasil e Estados Unidos se enfrentaram em quatro oportunidades pela Copa
Davis. Os duelos, que foram jogados duas vezes em cada país, teve como
último encontro a edição de 1997, onde os norte-americanos, jogando com
Jim Courier como seu número um, venceram o Brasil de Gustavo Kuerten, Fernando Meligeni e Jaime Oncins em São José do Rio Preto, São Paulo.
O piso de saibro não conseguiu ser determinante a favor do time da casa,
que foi batido em 4 a 1 com derrota nas quatro partidas de simples. A partida
vencida pela dupla formada por Jaime Oncins e Guga Kuerten, que bateram
Alex O'Brien e Richey Reneberg por 6/2 6/4 e 7/5.
O único confronto vencido pelo time tupiniquim foi jogado em 1966, em Porto Alegre, onde o lendário time americano formado por Dennis Ralston, Cliff Richey e Arthur Ashe foi derrotado pelo Brasil de Thomas Koch e José Edison
Mandarino, que venceu duas partidas de simples e ajudou o Brasil a fazer 3×2.
Estados Unidos
John Isner, 16 do mundo, é o número um do time. Aos 27 anos, já foi nove
na ATP e tem cinco títulos na carreira, três no piso rápido em disputas de
duplas. O retrospecto contra Bellucci é igual. Venceu no quali do ATP de Auckland, mas perdeu no Masters de Roma. Em Copa Davis Isner acumula cinco vitórias e cinco derrotas.
Sam Querrey, 20º no ranking, tem de 25 anos e já esteve no posto de 17º. O número dois do time americano foi escalado após a equipe ser desfalcada por Mardy Fish, que está fora do circuito em tratamento médico. Familiarizado
com a quadra rápida, Querrey, um exímio sacador, tem sete títulos na carreira, cinco em quadra rápida.
Bob Bryan, 1 do mundo em duplas ao lado do irmão Mike, chega a disputa
animado pela conquista do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada
e pela quebra do recorde em que se transformaram na maior dupla vencedora
da história em Grand Slams.
Mike Bryan acumula, ao lado de Bob, vinte triunfos em Copa Davis e apenas
duas derrotas, ambas em piso duro e jogando diante de sua torcida. A primeira
em 2005 contra os croatas Ivan Ljubicic e Mario Ancic, e a segunda contra os
franceses Arnaud Clement, hoje capitão da equipe, e Michael Llodra em 2008.
Nas duas derrotas dos Bryans, os Estados Unidos contavam com Andy Roddick
como seu número um e venceram os confrontos.
Brasil
Thomaz Bellucci, nosso número um, 36 do mundo, venceu Isner em uma
oportunidade e foi derrotado em outra. Seu jogo agressivo é melhor executado
sobre o saibro, mas tem melhorado em pisos rápidos, em 2012 o paulista fez
sua primeira final de um torneio ATP na quadra rápida em Moscou, na Rússia.
Bellucci acumula 14 vitórias em seu histórico na Copa Davis contra sete derrotas.
Thiago Alves , 141 do mundo, faz sua segunda participação no torneio entre
países. Diante da Croácia, na casa do adversário perdeu as duas partidas
que disputou em 2008. Escolhido para ser o número dois do país
em simples, não esconde que o piso rápido, escolhido pelo adversário, é seu
favorito.
Marcelo Melo, melhor brasileiro no ranking de duplas masculino, 16º, acumula
oito vitórias e apenas duas derrotas na Davis. O mineiro vem de um título na
quadra rápida de Brisbane, Austrália, jogando ao lado do espanhol Tommy
Robredo.
Bruno Soares, 19 no ranking masculino de duplas, faz com Melo uma das
mais efetivas duplas da disputa da Davis. O natural de Belo Horizonte tem
sete vitórias e apenas uma derrota no histórico da competição, e também já
faturou um título em quadra rápida este ano, no ATP de Auckland ao lado de
seu parceiro no circuito, o austríaco Alexander Peya.
Horário dos Jogos:
Sexta-Feira (1/02) – 17h
Sábado (2/02) – 17h
Domingo (3/02) – 15h









