Os resultados desta quinta-feira no Aberto de Tênis de Santa Catarina garantiram ao Brasil presença na grande final de simples programada para o domingo. Ricardo Mello, Rogério Dutra Silva, Thomaz Bellucci e Júlio Silva venceram seus adversários no Costão do Santinho e avançaram às quartas-de-final do torneio challenger que oferece premiação total de US$ 35 mil.
Ricardo Mello foi o primeiro a sair de quadra vencedor, após passar pelo mineiro Bruno Soares por 6/1 e 6/4. Rogério Silva não tomou conhecimento do colombiano Michael Quintero, que representou seu país no recente confronto contra o Brasil válido pela Copa Davis e marcou 6/1 e 6/3. Júlio Silva teve um jogo complicado contra o italiano Matteo Marrai, mas venceu por 7/5 e 6/4. E Thomaz Bellucci, cabeça-de-chave número 2 do torneio, passou de virada pelo argentino Diego Cristin por 6/7(6), 6/3 e 6/3.
Quem também confirmou a boa fase foi o argentino Brian Dabul, principal favorito ao título. Ele derrotou o conterrâneo Damian Patriarca por 7/5 e 6/4 e agora enfrentará o canadense Peter Polansky, responsável pela eliminação de João Souza, o Feijão, por 6/0 e 6/4. Já o paulista Ricardo Hocevar venceu o cabeça 3, Leonardo Mayer, da Argentina, por 3/6, 7/5 e 6/1, e agora aguarda o vencedor do jogo entre Gustavo Kuerten e Franco Ferreiro para saber quem será o seu próximo adversário.
JÚLIO SILVA – Em jogo muito disputado, com 2h03min de duração, o paulista Júlio Silva encontrou muitas dificuldades para superar o italiano Matteo Marrai. “Não conhecia o meu adversário e não sabia que ele sacava tão bem. Ele estava dificultando muito, mas na hora que eu consegui encaixar as devoluções fundas ficou mais fácil quebrar o saque dele. Apesar de hoje não ter jogado tão bem, é nestas horas que tem que ganhar jogo, na hora em que se está mal”, afirmou Julinho. Em um dia não muito inspirado, Júlio Silva soube aproveitar as falhas do adversário para seguir em frente na competição. “Eu tentei jogar mais com o meu primeiro saque também, tentando achar a direita dele. A direita dele é o ponto mais fraco”. Júlio terá pela frente na próxima rodada o compatriota Thomaz Bellucci. “O Thomaz é um jogador canhoto, chato de se jogar, gosta de pegar firme na bola e tem um bom saque”, avaliou Júlio Silva. “Acredito que vai ser duríssimo e vou ter que entrar bem melhor do que hoje, se não vai ficar complicado pra eu ganhar”, acrescentou.
ROGÉRIO SILVA – O paulista de 24 anos precisou de pouco mais de uma hora para eliminar o colombiano Michael Quintero. Na sua avaliação, apesar do placar, a partida não foi fácil. “Ele errou bastante hoje. As outras vezes em que eu joguei com ele foram sempre jogos bem duros e hoje, apesar do placar, foi um jogo bastante disputado”, avaliou o tenista. Rogerinho, como é conhecido, teve uma apresentação sólida, cometendo poucos erros e conseguindo encaixar belas bolas do fundo da quadra. Ele chegou a servir para o jogo em 5/1 no segundo set. “Tive uma atitude bem positiva e consegui jogar taticamente muito bem. Tive uma dificuldade para fechar o jogo, comecei a sacar mal, as bolas começaram a escapar um pouco, mas acho que a força de vontade conseguiu suprir tudo”. Saído do qualifying, Rogerinho chega às quartas-de-final confiante para pegar o também brasileiro Ricardo Mello. “Eu venho pegando confiança jogo a jogo. Fazia tempo que não jogava vários torneios seguidos, estou voltando agora para o circuito. Mas cada jogo é uma batalha e a cada partida tenho mais confiança”.
THOMAZ BELLUCCI – Não faltaram emoções na partida entre o brasileiro Thomaz Bellucci e o argentino Diego Cristin. Em um duelo emocionante, o paulista cabeça de chave número 2 precisou lutar muito para avançar às quartas-de-final do Aberto de Tênis de Santa Catarina. Bellucci entrou um pouco desconcentrado em quadra e acabou perdendo o primeiro set no tiebreak. Na seqüência, ele conseguiu voltar melhor e empatou o jogo em 1 a 1, quebrando o saque do argentino duas vezes, fechando em 6/3. Já na metade do terceiro e decisivo set o argentino sentiu problemas físicos e solicitou o atendimento médico. “Na hora em que o adversário se machucou acho que deu uma dificultada. Dei uma esfriada e quase perdi o saque na seqüência”, afirmou Bellucci. Mas o número 145 do ranking da ATP (segundo brasileiro mais bem colocado) confirmou seu saque e partiu para a vitória, fechando o set por 6/2 e o jogo por 2 sets a 0. Nas quartas-de-final, Bellucci enfrenta o também brasileiro Julio Silva. “O Julio é um jogador meio chato, gosta de trocar muitas bolas. Vou precisar de muita paciência para poder ganhar”.
RICARDO HOCEVAR – O paulistano Ricardo Hocevar eliminou o cabeça de chave número 3 do torneio, Leonardo Mayer, e garantiu vaga nas quartas-de-final do Aberto de Tênis de Santa Catarina. Mas quem venceu o primeiro set foi o argentino, por 6/3. “O Mayer começou bem, sacando muito e muito consciente nas trocas de bola”, disse o brasileiro. Mas a partir do segundo set Hocevar tomou as ações do jogo e começou a construir a vitória. O cansaço do argentino ainda fez a diferença para Hocevar. “Eu senti que no segundo set estava um pouco melhor fisicamente do que ele. Ele dava sinais de cansaço, tentando acabar com os pontos rapidamente e evitando as trocas de bola. E eu acabei me motivando com isso”. Com uma quebra o brasileiro fechou o set em 7/5. Já no terceiro set o brasileiro só precisou administrar a partida. “Consegui manter a intensidade, tive um pouco de dificuldade pra fechar, mas ainda bem que deu certo”. Ricardo Hocevar pega na próxima rodada o vencedor do duelo entre os brasileiros Gustavo Kuerten e Franco Ferreiro. O jovem tenista de 22 anos falou sobre a possibilidade de enfrentar o ídolo Guga. “Se eu fosse jogar contra o Guga, com certeza ia ser um jogo muito mental, com a torcida apoiando ele o tempo inteiro. Mas ia ser um prazer jogar com um dos maiores jogadores de todos os tempos, um ídolo que sempre me motivou a jogar tênis”.
RICARDO MELLO – A segunda partida de Mello no torneio disputado nas quadras do Costão do Santinho foi bem diferente da estréia, quando ele aplicou uma “bicicleta”, 6/0 e 6/0, em apenas 40 minutos, sobre o romeno Bogdan Leonte. “Já esperava um jogo mais difícil. O Bruno é um cara que arrisca bastante, principalmente a devolução. Desde o começo estive bem, fiz 6/1 e 4/1 e naquele momento relaxei um pouco, permitindo o empate em 4/4. Mas consegui voltar a tempo para fechar. Numa partida destas, um game mal jogado pode dar vida ao adversário”, avaliou Mello. Para ele, competir em Florianópolis é algo bem positivo. “É sempre bom voltar para um torneio onde você já foi campeão. Também já fiz uma ótima partida aqui mesmo, pela Copa Davis. Então, boas lembranças fazem bem. E a minha expectativa é boa. Porém, agora é hora de ficar atento aos detalhes, pois eles podem fazer a diferença nesta fase do torneio”, completou o paulista, que enfrentará Rogério Silva nesta sexta-feira.









