O italiano Matteo Berrettini concedeu entrevista neste sábado no Rio Open, maior torneio da América do Sul, que terá a chave principal iniciada nesta segunda-feira, 16.
O italiano, que tem vínculo familiar com o Brasil, contou sobre algumas lembranças da infância e também opinou sobre a gira sul-americana e os desafios dos torneios dentro do calendário mundial.
“Eu estou muito feliz de voltar, já fazem 4 anos, o tempo está voando, eu estou muito feliz porque todo mundo sabe que eu tenho família aqui, tenho bons amigos, é uma cidade que eu amo, e acho que a experiência e a atmosfera de 4 anos atrás era muito boa mesmo que estava chovendo muito. Então dedos cruzados para este final de semana! E sim, estou muito empolgado pra começar”, iniciou o italiano.
“Tenho muitas memórias, eu não me lembro da primeira vez que eu vim, porque eu tinha 9 meses, minha mãe me trouxe pra me apresentar a família, minha bisavó estava aqui, mas eu me lembro de vir aqui, ir para a praia, e beber água de coco, e pedir para minha mãe queijo coalho na praia, e eu me lembro de pedir para minha avó Pão de queijo – agora você até encontra na Itália, mas quando eu era criança não era fácil de encontrar”, disse Matteo.
Torneios da América do Sul merecem mais prestígio no calendário
‘Eu sei que essa gira de torneios pode estar com um pouco de problemas, o que eu acho que é uma pena, eu sei que a América do Sul ama tênis, e a experiência de estar em Buenos Aires semana passada; no Rio, e em Santiago, a atmosfera também é muito legal, muitos fãs vêm assistir, vi muita gente vir para os qualis. Então eu acho que a América do Sul merece esses torneios e a gente deveria tentar ter os melhores torneios possíveis na América do Sul e ao mesmo eu mesmo como jogador não sinto que tenho muito poder sobre isso”, disse Berrettini.
“São outras pessoas que tomam as decisões, é complicado, dinheiro e muitas coisas envolvidas, e não importa muito o que eu penso; eu acho que a América do Sul merece mais torneios mas pode ser que outros 100 jogadores não pensem assim. Então eu acho que a gente deve tentar manter o tênis no nível mais alto. Isso não significa jogar mais, isso significa que o nível está alto, e significa que com muitos torneios os jogadores estarão mais cansados, e tendo mais torneios teremos mais pessoas assistindo, mas é complicado. Temos que achar um equilíbrio, definitivamente, nos temos que ser cuidadosos com isso eu já estou no último estágio da minha carreira mas, obviamente tem mais dinheiro envolvido para os jogadores e tudo mais, temos que achar um equilíbrio para fazer um calendário perfeito”, analisou.
Atual 59 do mundo e ex-top 10, Berrettini estreia contra seu compatriota Lorenzo Sonego na rodada inicial.









