Victoria Azarenka, número 1 do mundo, teve que responder basicamente a mesma pergunta várias vezes em coletiva de imprensa nesta quinta-feira após se classificar à final aplicando 6/1 6/4 sobre a americana Sloane Stephens. Sua rival será a chinesa Na Li.
A tenista havia explicado, em entrevista em quadra, que havia tremido na hora de fechar o jogo. Ela sacou em 5/3 e perdeu cinco match-points e logo a seguir, quando foi quebrada, chamou o atendimento médico.
“Eu quase dei a amarelada do ano. No 5/3 tendo tantas chances e não pude fechar”, disse a tenista no bate-papo em quadra: “Me dei conta que estava perto da final e os nervos falaram mais alto”, continuou.
Depois, em entrevista coletiva, ela enfrentou uma batalhão de perguntas sobre o atendimento médico e deu outra versão, a de ter ficado com um problema na costela que a impedia e respirar.
“Minhas costelas estavam bloqueadas, não conseguia respirar direito. Tentei segurar um pouco, devia ter pedido atendimento antes, mas chegou num ponto que quase não conseguia respirar, então tive que chamar o atendimento naquele momento. Nunca senti isso antes, então esse problema estava me preocupando, estava entrando em pânico. O médico explicou que quando a costela trava, o diafragma fica comprometido e compromete a respiração”, justificou a tenista.
A imprensa questionou o fato de Victoria parar o jogo em um momento onde Stephens havia acabado de quebrá-la e ser um momento decisivo: “O que posso fazer ? Foi minha culpa em demorar a chamar o médico ? Só chamei ele uma vez. No game anterior quando fui quebrada, a situação ficou pior, tive que chamar o atendimento”, apontou a tenista que também apresentou dores no joelho durante o encontro.
Azarenka ainda respondeu sobre dúvidas de quando os tenistas utilizam o tempo médico em termos estratégicos: “Eu não posso falar por ninguém, algumas podem fazer, outras não, mas eu não duvido de meus adversários. Agora falando de mim mesma, posso dizer que sou muito honesta”.
Depois a tenista foi questionada por ter melhorado rapidamente após o atendimento: “Era uma questão de destravar a costela que a respiração melhorava, mas ainda sentia um pouco o problema”.
Por fim, a bielorussa destacou que espera “não sofrer com o problema” durante sua final contra a chinesa Na Li no sábado: “Agora só quero acalmar de toda essa situação para a final. Amanhã é um novo dia, vou tentar treinar e dar o meu melhor“.
Se vencer o torneio e for bicampeã, Azarenka manterá o número 1: “Não estou ligando pra isso, estou com fome apenas de defender meu título, esse é meu objetivo”.









