Por Ariana Brunello – O Pão de Açúcar é a cara do Rio de Janeiro. E um belo troféu é a cara de um torneio de tênis. Os do Rio Open foram gratas surpresas entre tantas peças estranhas e inusitadas mundo afora. Criados pelo joalheiro Antonio Bernardo, os objetos são a cara da Cidade Maravilhosa!
Como bom carioca, o designer aliou as curvas e a beleza de um dos cartões-postais do Rio aos símbolos máximos do esporte, a bolinha e a rede. Resultado: trofeus que são verdadeiras obras de arte!
“Eu já vinha trabalhando com algumas malhas ortogonais e tridimensionais em minhas próprias joias, percebi o quanto eram parecidas com a rede de tênis e busquei um elemento de identificação com o Rio. Chegamos ao símbolo máximo da cidade, o Pão de Açúcar. A ondulação deu um certo movimento e juntamos a malha, o morro e a bolinha”, conta o designer carioca.

O maior torneio de tênis da América do Sul manteve a tradição de premiar os campeões com peças assinadas por joalherias renomadas ao redor do mundo, como a Tiffany & Co para o US Open e a Maison Mellerio para Roland Garros. Os dois trofeus, um para o feminino e outro para o masculino, foram criados e confecionados em apenas dois meses. As malhas da rede são de prata e a bolinha é de prata banhada a ouro.

É a primeira vez que Antonio Bernardo cria um trofeu para um torneio e adorou a experiência: “O tênis sempre foi um esporte ditador de tendências, como a popularização das camisas polo e das saias das jogadoras. Além disso é um esporte lindo e independente pois tem sua própria moda”.
Que os trofeus do Rio Open são lindos e de extremo bom gosto ninguém duvida. Resta saber quem vai levar essas joias para casa.
Ariana Brunello é jornalista, apaixonada por moda e tênis e autora do blog Tennis Report, onde conta suas experiências sobre viagens, torneios e os bastidores do esporte: www.tennisreport.com.br









