A revista especializada Forbes publicou dados dos tenistas mais bem pagos no último ano até meados de 2025 e os dados revelaram que Carlos Alcaraz é o tenista mais bem pago superando Jannik Sinner que é o número 1 do mundo há mais de 60 semanas.
Alcaraz é o ‘premiado' pelo segundo ano consecutivo, mantendo o primeiro lugar com uma estimativa de US$ 48,3 milhões nos últimos 12 meses, cerca de R$ 264,8 milhões. A quantia é maior que o ano anterior onde ele somou US$ 42,3 milhões.
Jannik Sinner, que nesse meio tempo ganhou o US Open, o Australian Open e Wimbledon, diminuiu a diferença, arrecadando cerca de US$ 47,3 milhões. Quantia bem maior que os US$ 26,6 milhões do ano anterior.
Em premiações de torneios Sinner foi o campeão com US$ 20,3 milhões, valor superado apenas por Novak Djokovic nas 18 edições da lista anual de ganhos do tênis da Forbes. (O sérvio de 38 anos arrecadou US$ 21,8 milhões nos 12 meses encerrados em junho de 2016 e US$ 20,6 milhões na lista de 2019).
Alcaraz dá banho com seus ganhos fora das quadras, com ganhos estimados em US$ 35 milhões com patrocínios, aparições, exibições e outros empreendimentos comerciais.
Em terceiro lugar na classificação geral, e em primeiro lugar entre as jogadoras, está a americana Coco Gauff, também a atleta feminina mais bem paga do mundo em todos os esportes no ano passado. A americana de 21 anos arrecadou cerca de US$ 37,2 milhões nos últimos 12 meses — US$ 12,2 milhões em prêmios e US$ 25 milhões fora das quadras — ultrapassando Djokovic, que ocupa a quarta posição geral, com US$ 29,6 milhões.
A reformulação significa que o ranking de ganhos é liderado por três jogadores com menos de 30 anos pela primeira vez desde que o jovem Roger Federer, Maria Sharapova e Rafael Nadal lideraram a lista em 2010 (Federer reinou no topo do ranking até sua aposentadoria aos 41 anos em 2022, e Djokovic brevemente conquistou o trono em 2023, antes de cedê-lo a Alcaraz)
Juntos, os 10 tenistas mais bem pagos do mundo ganharam cerca de US$ 285 milhões nos últimos 12 meses (mais de R$ 1,56 bilhão), um aumento de 16% em relação ao total de US$ 246 milhões do ano passado.
Essa quantia ainda está longe do recorde de US$ 343 milhões, estabelecido em 2020. Mas a diferença se deve em grande parte à ausência de Federer, que arrecadou US$ 106,3 milhões sozinho naquele ano.
Novak Djokovic é o único membro do top 10 deste ano com mais de 29 anos, e a média de idade da lista agora é de 26 anos, tendo caído mais de três anos desde 2020. E as estrelas em ascensão do esporte continuam em trajetória ascendente, incluindo Alcaraz, cujo total de US$ 48,3 milhões é o melhor valor já conquistado por um jogador que não se chama Federer, Djokovic ou Naomi Osaka — superando o pico de US$ 44,5 milhões de Nadal em 2014.
As estrelas do tênis masculino podem aumentar ainda mais seus ganhos por meio do sistema de participação nos lucros da ATP, que foi introduzido em 2022 como parte da iniciativa OneVision do circuito. O circuito anunciou recentemente que distribuirá US$ 18,3 milhões aos jogadores com base em seu desempenho nos torneios Masters 1000 de 2024, nos nove principais eventos abaixo dos Grand Slams e nos campeonatos de fim de ano. O total de bônus quase triplica os US$ 6,6 milhões desembolsados para 2023.
No feminino, os salários de Gauff a mantêm na liderança, mas suas rivais estão recuperando terreno. Aryna Sabalenka, a jogadora mais bem colocada no ranking feminino, subiu para US$ 27,4 milhões em ganhos totais e US$ 15 milhões em patrocínios e participações, o que a coloca em linha fora das quadras com sua rival polonesa Iga Swiatek, enquanto a estrela bielorrussa supera a hesitação dos anunciantes em relação a jogadoras vindas de países envolvidos na guerra entre Rússia e Ucrânia.
A chinesa Qinwen Zheng está vivenciando uma ascensão ainda mais dramática fora das quadras, arrecadando cerca de US$ 21 milhões nos últimos 12 meses. Muitos no esporte acreditam que a jovem de 22 anos pode seguir os passos de Na Li, que conquistou os dois primeiros títulos de Grand Slam do país e arrecadou cerca de US$ 18 milhões fora das quadras em 2014 (US$ 24 milhões ajustados pela inflação).
Os 10 maiores ganhadores deste ano incluem quatro mulheres no total, sendo o tênis o único esporte importante onde a renda é comparável para atletas masculinos e femininos. Ainda assim, as disparidades de premiação persistem em muitos torneios abaixo dos quatro Grand Slams, levando o circuito da WTA a anunciar planos em 2023 para igualar as bolsas em eventos de nível 500 e 1000 na próxima década. Este ano, o WTA 500 de Charleston se comprometeu a oferecer premiação igual para homens e mulheres em 2026, enquanto que o torneio de Queen´s fez promessa para 2029.
Veja o ranking:
1. Carlos Alcaraz: US$ 48,3 milhões.
2. Jannik Sinner: US$ 47,3 mi.
3. Coco Gauff: US$ 37,2 mi
4. Novak Djokovic: US$ 29,6 mi
5. Aryna Sabalenka: US$ 27,4 mi
6. Qinwen Zheng: US$ 26,1 mi
7. Iga Swiatek: US$ 24 mi
8. Taylor Fritz: US$ 15,6 mi
9. Frances Tiafoe: US$ 15,2 mi
10. Daniil Medvedev: US$ 14,3 mi









