Se ficamos mega empolgados há dez dias com a atuação de João Fonseca contra Jannik Sinner hoje um pouco menos no duelo contra Carlos Alcaraz. Mas João Fonseca não jogou mal. Pelo contrário. Jogou bem. Jogou o seu melhor ? Acho que não. Mas Alcaraz mostrou algumas deficiências que o brasileiro precisa evoluir para atingir seu potencial máximo.
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Alcaraz não deu brechas para Fonseca dominar com a esquerda. Isso refletiu no número baixo de winners do brasileiro. O espanhol devolveu bem, firme e fundo, variou quando podia, deu várias curtas – errou algumas, sim, mas tirou o brasileiro da zona de conforto – pressionou o brasileiro e quando esteve encurralado sacou bem.
Fonseca de fato teve uma grande chance – no segundo set – mas errou devolução de esquerda no segundo saque. Um ponto abaixo do brasileiro ficou aí, devolução de esquerda. Apressado, falhou e Alcaraz se valeu disso. João não sacou bem no começo dos dois sets, tomou quebras que deram também um confroto para que o número 1 do mundo pudesse jogar com mais margem e confiança.
De positivo foi a luta do brasileiro e mostrar que tem bola, velocidade e nível, mas o ritmo para ganhar de Alcaraz é outro em relação a Sinner onde o duelo é muito mais franco e na pancadaria e pouca variação. É preciso uma versatilidade maior que o brasileiro ainda não tem.
O aprendizado esta noite certamente foi bem maior do que contra o italiano. Não obstante Alcaraz tem 17 vitórias em 18 jogos no ano. Não obstante Alcaraz nunca perdeu em 13 jogos contra tenistas mais jovens e seja o fenômeno mais jovem a ganhar os quatro Grand Slams na história em anos diferentes com apenas 22 anos e somar sete títulos desse quilate.
Olhando agora no planeta Terra, podemos constatar que João está jogando um tênis para derrotar alguns top 10 e a maioria dos top 20 do circuito nessas últimas semanas. O patamar do brasileiro subiu consideravelmente após um início de 2026 abaixo. As esperanças são boas para o saibro.









