Carlos Alcaraz, número 1 do mundo, tratou de fazer um discurso elogiando a torcida brasileira após sua vitória por um duplo 6/4 na noite desta sexta-feira por sua estreia na segunda rodada do Miami Open sobre João Fonseca.
Leia Mais:
Fonseca aponta diferenças entre Alcaraz e Sinner
-> Clique Aqui e ENTRE em nosso canal do Whatsapp!
“Gostaria de dizer que não era que a torcida estivesse contra mim: eles simplesmente o apoiavam. Acho que essa é uma grande diferença. Eles foram bastante respeitosos durante a maior parte da partida, apoiando o João quando necessário. Foi fantástico, gostei da atmosfera, uma atmosfera como aquela em uma segunda rodada de um Masters 1000. Acho que a atmosfera estava incrível, de verdade. Eu não queria calar ninguém. Queria jogar o meu jogo, fazer o meu trabalho e mostrar o meu melhor, porque sei do que o João é capaz em uma quadra de tênis. Tentei me manter concentrado, ignorar o barulho das arquibancadas e continuar avançando. Estou orgulhoso de ter conseguido fazer isso; ao mesmo tempo, me diverti muito com uma atmosfera tão fantástica.”
O espanhol de 22 anos, campeão de sete Grand Slams ofereceu um conselho ao brasileiro: “Às vezes, ele conseguia acertar uma bola vencedora da linha de base, mesmo com uma bola relativamente fraca, ou, por exemplo, com um slice que ele tinha acabado de dar, e tirar uma bola vencedora do nada. Às vezes isso me surpreendia, para ser honesto, porque contra outros jogadores eu consigo devolver a próxima bola e voltar para o ponto. Contra ele, é uma história completamente diferente. Você sente que ele pode acertar uma bola vencedora de qualquer lugar, e isso é impressionante. Foi isso que mais me surpreendeu. Ao mesmo tempo, eu sei do que ele é capaz. Golpes fortes, muita potência. Mas falando do nosso primeiro jogo, foi isso que mais me impressionou.”
“Lembro-me de quando enfrentei o melhor tenista do planeta (Nadal, em Madri) logo no início da minha carreira profissional. Essa experiência me ajudou muito: deu à minha equipe o feedback necessário para saber em que focar e o que melhorar nos treinos. Estou convencido de que ele e sua equipe já reuniram os dados que discutirão agora e que aplicarão nos treinos: analisarão o que ele precisa melhorar, como lidar com determinadas situações.”
“Isso me lembra muito de como eu era na idade dele, começando minha carreira profissional. Diria que ele precisa aprender a escolher a opção certa. Às vezes, ele erra golpes, ou até mesmo muitas bolas fáceis, porque não escolhe os golpes certos, a bola certa para cada situação. Estou convencido de que ele chegará lá em breve. Jogar contra o número um e o número dois do mundo em torneios consecutivos lhe dará o feedback necessário e o veremos melhorar muito em breve.”
“Isso me lembra muito de como eu jogava quando tinha a idade dele e estava começando no circuito. Eu diria que ele precisa aprender a escolher a opção certa. Às vezes, ele erra tacadas, ou até mesmo muitas bolas fáceis, porque não escolhe as tacadas certas, a bola certa para cada situação. Estou convencido de que ele vai chegar lá em breve. Jogar contra o número 1 e o número dois do mundo em torneios consecutivos dará a ele o feedback necessário, e o veremos melhorar muito em breve.”
O epsanhol lembrou como jogava na idade do brasileiro, aos 19 anos: “Isso me lembra muito de como eu jogava quando tinha a idade dele e estava começando no circuito. Eu diria que é disso que eu preciso.”
Alcaraz encara o americano Sebastian Korda na terceira rodada.









