Assim como em Madr, na Espanha, o torneio Masters de Roma, na Itália, também gerou reclamação do povo por conta dos ingressos.
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Os bilhetes mais baratos para a final deste domingo entre Jannik Sinner e Casper Ruud custam 600 euros, cerca de R$ 3.500, e 2.700 euros o camarote, R$ 16 mil. Os preços foram considerados “indecentes” por alguns meios de comunicação, mas defendidos pelo histriônico presidente da FITP, Angelo Binaghi, que afirma que o aumento dos preços resultaria, em contrapartida, em “um público mais educado e menos barulhento”.
Apesar disso, o torneio comemora o recorde com mais de 400 mil bilhetes vendidos ao longo das quase duas semanas de evento.
Em meio a toda essa abundância de dinheiro – se estima que o torneio gere em torno de R$ 5,8 bilhões de retorno – o ponto fraco de sempre na Itália permanece: os trabalhadores de acordo com o jornal italiano Il Manifesto.
“Eu trabalhava em turnos de oito horas e ganhava cerca de 6 euros por hora (R$ 35)”, conta Francesca, que trabalhou por uma semana no novo estádio, renomeado BNP Arena. Ela é daquelas pessoas que deixam você entrar nos estádios durante as trocas de jogo, mas não sem antes levar algumas broncas por não permitir a entrada de algum intruso entre os intervalos.
Centenas de jovens, muitos deles estudantes universitários, assinaram contratos de trabalho temporário no Foro Itálico. Os turnos variam de cinco a oito horas, dependendo da função, mas o salário não: cerca de 6 euros por hora. Isso mesmo. Eles nem sabem o valor exato, porque não têm contrato. Nunca lhes foi enviado. “Lemos rapidamente e assinamos aqui, depois de fazer um curso de formação, que, claro, foi gratuito”, explica Margherita, estudante de odontologia. “Temos de chegar até trinta minutos mais cedo, sem receber nada.”
Por outro lado, “eles nos fornecem água”, acrescenta Margherita, estudante de jornalismo da Universidade IULM, com um sorriso amargo. Ela trabalha nos campos secundários há uma semana, desde 4 de maio. As refeições são fornecidas? “Nem mesmo um sanduíche.” Sempre se pode comer no Eataly de Farinetti, onde uma refeição equivale a quatro horas de trabalho. Melhor esperar até chegar em casa. O efeito Sinner não é o mesmo para todos.









