Em entrevista ao La Gazzetta dello Sport, Daren Cahill, um dos treinadores de Jannik Sinner, respondeu sobre o rótulo criado em seu pupilo por ser um robô.
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“Ele não é um robô. Existe uma parte dele que adora o perigo, e essa parte não é muito visível na quadra, porque quando ele está jogando uma partida, ele tem esse computador interno que está constantemente funcionando, e há uma certa confiança na maneira como ele joga. Ele calcula as chances de ganhar o ponto escolhendo um golpe específico com menos risco, e essa é a característica de um jogador vencedor. Na vida, no entanto, ele não é exatamente assim. Ele gosta de corridas de carro, velocidade. Ele gosta de adrenalina. Mas esses dois lados dele se unem em um único jogador incrivelmente profissional: treino, nutrição, descanso; ele tenta entrar em quadra todas as vezes com o objetivo de crescer e melhorar. É por isso que ele é um campeão”, disse o australiano que comentou sobre a boa fase do líder do ranking.
“Ele tem uma grande autoestima. Sabe qual é o seu lugar no mundo do tênis e na vida. No tênis, isso é importante; no dia a dia, nem tanto. E isso é normal, porque ele pratica um esporte e faz algo que ama, mas existem coisas mais importantes na vida do que bater numa bola de tênis. E ele sabe disso muito bem. É por isso que ele consegue ser humilde e manter os pés no chão. Acho que isso se deve em grande parte à educação que recebeu dos pais.”
Cahill ressaltou outras qualidades do jogador: “Ele é extremamente curioso. Quando está em um grupo de pessoas, todos querem saber algo sobre ele, mas ele sempre dá um jeito de inverter os papéis e bombardeá-los com perguntas, seja sobre esportes ou sobre a vida, sobre como lidar com a pressão, sobre namoradas ou sobre qualquer outra coisa. Ele quer aprender com pessoas que já tiveram experiências que ele provavelmente terá no futuro. Ele quer estar preparado.”
“Ele possui um talento especial, algo que nós, treinadores, não conseguimos ensinar. É uma motivação interna que o faz querer aprender com cada situação. Jannik não aprende apenas com as derrotas, mas também muito com as vitórias, porque é essencial ‘ir à escola' em cada partida de tênis. Vencer.” Seja na vitória ou na derrota, ele enxerga tudo pela mesma perspectiva: ‘Como posso melhorar hoje?' Essa é a sua força.”
Cahill também apontou como funciona o trabalho em parceria com Simone Vagnozzi: “Ele é o treinador principal. Acho que o motivo pelo qual nossa relação funciona tão bem é que nossos papéis são bem definidos, embora se entrelacem de muitas maneiras. Simone e eu conversamos sobre tudo relacionado ao Jannik, tanto do ponto de vista técnico quanto emocional. Ele tenta aprender comigo em algumas áreas, e eu aprendo com ele em muitas outras, porque ele tem um olhar técnico extraordinário, melhor que o meu. Ele consegue enxergar aspectos técnicos do jogo que poucos treinadores conseguem captar. E ele as percebe muito cedo, com muita clareza. Mas, acima de tudo, consegue transmiti-las ao jogador de uma forma que ele possa entendê-las e colocá-las em prática.”








