A derrota do francês Adrian Mannarino, 45º do ranking da ATP, diante do bósnio Damir Dzumhur, 87º, em 6/4 6/0 na estreia do Masters de Roma, na Itália, deu um sinal de alerta entre os especialistas e levantou o questionamento: ‘Seria Mannarino o pior tenista do saibro?'
A pergunta parece radicalizada, mas os dados da carreira do tenista, de 37 anos, no saibro são preocupantes considerando sua posição no ranking. Em 21 temporadas no circuito profissional, Mannarino acumula em todos os níveis de ITF a ATP e, considerando todas as superfícies, tem 699 vitórias e 586 derrotas. Quando o recorte são para jogos no saibro, Mannarino tem 78 vitórias e 133 derrotas no saibro.
Em toda a carreira, Mannarino soma em nível ATP 17 vitórias no saibro e 66 derrotas. Sendo assim, o francês tem quatro vezes mais derrotas que vitórias no piso, na elite do circuito profissional.
A estatística fica ainda mais preocupante se o recorte for em torneios de grande nível, Masters 1000 ou Grand Slam no saibro. Mannarino não vence uma partida nesse nível desde a estreia em Roland Garros 2019, onde superou o italiano Stefano Travaglia em batalha de 6/7(5) 6/3 3/6 6/2 6/2.
São 7 anos sem vencer nos torneios de elite do circuito no saibro.
Mannarino venceu sua última partida no saibro há 1 ano, nas quartas de final do Challenger da Cidade do México, onde superou o australiano Bernard Tomic em maio de 2025. De lá até Roma nesta quarta-feira foram 13 derrotas.
Se o recorte for em torneios nível ATP, a última vitória de Mannarino foi pela estreia em Houston em março de 2025 diante do alemão Yannick Hanfmann.
Nenhum outro tenista do top 50 tem dados tão alarmantes no saibro.
Apesar dos maus resultados na superfície que melhor comporta seus compatriotas, Mannarino segue na elite por seus resultados em outros pisos. Dos seus cinco títulos em nível ATP, três foram no piso rápido e dois na grama. As 11 finais que perderam também se dividem entre piso rápido e grama, mas presença maior do piso rápido.








