Reprodução New Balls Please
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Meligeni bota o dedo na ferida sobre crise entre jogadores e Grand Slams

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Durante o desta , Fernando Meligeni opinou sobre um tema que vem gerando polêmica: a distribuição de prêmios aos tenistas nos torneios de Grand Slam

Os atletas de do tênis se posicionam de forma cada vez mais dura, querendo uma parcela maior dos lucros dos quatro maiores torneios do mundo – Open, , e US Open, de forma que estes eventos aumentem significativamente a premiação dos torneios. Nomes da ATP e da pedem aumento superior ao que vem sendo fornecido anualmente. Aryna , número 1 do mundo, não descartou um boicote aos eventos.

O apresentador aborda o tema informando que os Grand Slams repassam 15% das receitas para os tenistas, enquanto os 1000, por , repassam 22%.

“É um assunto delicado. Conversando com algumas pessoas envolvidas no circuito, vejo que têm um pouco de razão. Os jogadores lutam por mais dinheiro, são os protagonistas do jogo, mas também temos que concordar que o jogador dá cada vez menos para os torneios e para o esporte, menos . Eles são muito importantes, arrastam milhões de pessoas. Eles têm muitos compromissos, sim, mas quando que o jogador vai para Roland Garros e faz coisas para o evento?”, questiona.

“Enquanto isso o diretor de torneio pensa: ‘eu dou mais, mas quero mais tempo comigo, me ajudando mais', e aí vem essa briga. Na minha época era muito pior, pois a rodada dava US$ 5 mil (hoje paga em média pelo menos quinze vezes mais). Essa briga é eterna, porque se derem % para os atletas, vão continuar querendo fazer menos e querendo mais. O torneio também vai querer distribuir menos para poder lucrar”, seguiu .

“No caso dos Grand Slams, a briga dos jogadores é que esse dinheiro vai para a Federação local. E quanto que os jogadores se preocupam com o 500º do mundo? Aí vem a minha crítica: briguem pra ganhar 50%, mas não peguem , repassa 10% (para os tenistas de pior ranking) e fica com 40%. O jogador está querendo jogar menos, para poder jogar exibições e ganhar mais dinheiro. É justo querer ganhar, mas quanto está fazendo para o esporte? Essa vai ser a briga eterna”, enfatiza Meligeni.

“Eu já vi casos de tenista recebendo convite para jogar o torneio e não ajudando o torneio, que seria o mínimo. Tem muita coisa que o atleta também é ísta. Muitos ganham patrocínio e não postam (com a marca), quer o dinheiro de patrocínio mas não dá contrapartida. Hoje não estamos ao vivo porque tenho evento da minha , por exemplo. Os empresários, treinadores e , também podem ensinar isso aos seus jogadores, para não termos jogadores que cagam para o esporte”, finalizou.












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