Superado pelo espanhol Carlos Alcaraz por um duplo 6/4 na noite desta sexta-feira em Miami, João Fonseca refletiu sobre a diferença entre o atual número 1 do mundo e o italiano Jannik Sinner, segundo colocado. O brasileiro havia encarado Jannik no torneio anterior, em Indian Wells.
“Enfrentar os dois me ajudou a entender seus diferentes estilos de jogo. Acho que o Alcaraz tem um repertório de golpes mais amplo. O Jannik é como um robô, ele simplesmente bate forte na bola e faz tudo perfeitamente. O Carlos, por outro lado, consegue fazer absolutamente tudo na quadra. Ele consegue dar topspin na bola, bater com muita força, subir à rede, mudar o ritmo. Sua movimentação é espetacular e é difícil entender seu jogo”, explicou o brasileiro.
O tenista comentou mais sobre o jogo: “Conforme a partida avançava, senti que ele estava se soltando e encontrando seu ritmo na quadra. No início, ele jogou com certa pressão, mas conseguir uma quebra de serviço logo no começo de cada set elevou seu nível. Entrei em quadra convencido de que poderia vencer depois do que aconteceu com Sinner em Indian Wells, mas não aproveitei minhas oportunidades e ele fez uma ótima partida. Ele é o número 1. Preciso refletir sobre meus erros e aprender com eles”, afirmou João.
O brasileiro comentou qual é o maior desafio contra Alcaraz: “O maior desafio contra Alcaraz é que você não sabe o que ele vai fazer, porque ele tem todos os golpes em seu arsenal. Você precisa jogar um tênis perfeito, e eu perdi as oportunidades que tive. Acho que foi isso que fez a diferença”, declarou João Fonseca.









